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A agência espacial norte-americana (Nasa) resolveu entrar no clima de Halloween com uma playlist especial do SoundCloud, contendo sons “assustadores” captados por seus satélites, sondas e espaçonaves em nosso sistema solar.

Sim, sabemos que o som não viaja no vácuo, e a Nasa também. Os sons não foram captados diretamente com microfones: em vez disso são sinais de rádio convertidos em ondas sonoras. É o caso dos tremores de terra em Marte, ou “martemotos”, captados por sismógrafos colocados na superfície do planeta pela sonda InSight em 2018.

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Apesar do nome da playlist alguns dos sons, como a “Sonificação Galática” captada pelo telescópio espacial Chandra X-Ray Observatory, soam como melodias. Outros, como o vento solar passando pela sonda Stereo, se parecem com um mensageiro dos ventos. E há os que realmente merecem estar na trilha sonora de um filme de terror, como as auroras de Júpiter.

Tradição anual

Não é a primeira vez que a Nasa se aproveita do Halloween para gerar interesse pelo espaço. No ano passado a agencia divulgou duas imagens realmente assustadoras. A primeira é de um gigantesco rosto alienígena no sistema Arp-Madore, a 704 milhões de anos-luz daqui.

O sistema Arp-Madore. Os olhos são duas galáxias em rota de colisao. Foto: Nasa

Os olhos flamejantes são na verdade duas galáxias em rota de colisão, a 704 milhões de anos-luz daqui. O contorno da face é um anel de gás e estrelas causado pela colisão. O sistema é interessante porque é raro que colisões envolvam duas galáxias do mesmo tamanho: geralmente há uma menor e uma muito maior.

A outra imagem é de nosso Sol se parecendo com uma das tradicionais abóboras (Jack-O-Lantern) usadas na decoração do dia das bruxas. Ela foi feita em 8 de Outubro de 2014 pelo Solar Dynamics Observatory e mostra uma visão da estrela no espectro ultravioleta. As áreas mais claras são as mais ativas, e que portanto emitem mais energia.

Nosso Sol, em imagem composta registrada pelo Solar Dynamics Observatory. Foto: Nasa

A foto é o resultado da mistura de duas imagens obtidas no extremo do espectro ultravioleta, nos comprimentos de onda de 171 e 193 ngstroms, que normalmente são representados em amarelo e dourado. Em seu site, a Nasa oferece versões em alta resolução da foto, bem como das imagens intermediárias usadas para criá-la.

Fonte: Nasa