O juiz americano Amit Mehta emitiu uma ordem nesta sexta-feira (30) para que o Google responda, até 20 de novembro, sobre uma ação federal antitruste. O Departamento de Justiça dos EUA processou o Google em 20 de outubro, acusando a empresa – que vale US$ 1 trilhão – de usar ilegalmente sua força de mercado para prejudicar os rivais.

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Departamento de Justiça dos EUA alega que o Google está usando acordos de exclusão e outras táticas para evitar que qualquer pessoa desafie seu domínio na publicidade de pesquisa. Imagem: Pikrepo

O governo federal dos EUA alega, ainda, que o Google agiu ilegalmente para manter sua posição nas buscas e também na publicidade de seu mecanismo de busca. Até o momento, a corporação negou qualquer irregularidade.

Em uma conferência, John Schmidtlein, que representa o Google, concordou em dizer ao Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Colúmbia, até 13 de novembro, se a gigante das buscas e publicidade planejava pedir o arquivamento do caso em um julgamento.

Google precisa prestar contas

Após uma pequena disputa entre advogados do governo e do Google, o juiz Mehta determinou que, até 20 de novembro, os dois lados deveriam estabelecer suas possíveis testemunhas e trazer evidências que possam ser usadas no julgamento. 

Além disso, o juiz solicitou que dois lados produzam, até 6 de novembro, um relatório sobre uma ordem de proteção. Esse documento trataria informações sobre como é feita a proteção de dados de terceiros, como os clientes do Google.

A próxima conferência de status foi marcada para 18 de novembro, mas os processos no caso permanecerão virtuais. As partes, por enquanto, não serão chamadas ao tribunal pessoalmente, a menos que haja uma razão urgente para fazê-lo.

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Google precisa elaborar relatório sobre como é feita a proteção de dados de terceiros. Imagem: Unsplash

Especialistas em antitruste disseram que Mehta, que foi indicado ao tribunal de Washington pelo presidente Barack Obama, foi uma boa escolha para o governo, pois é visto como imparcial.

A lei dos EUA exige que um juiz desqualifique a si mesmo em qualquer processo no qual sua imparcialidade possa ser razoavelmente questionada. A lei cita situações como quando uma pessoa no terceiro grau de relacionamento com o juiz ou cônjuge do juiz é um oficial ou diretor da empresa, uma potencial testemunha material ou alguém que poderia ser substancialmente afetado pelo caso.

 

Fonte: Reuters