As gigantes da tecnologia terão que explicar como seus algoritmos funcionam sob as novas regras propostas pela União Europeia, assim como abrir seus arquivos de anúncios para reguladores e pesquisadores. Isso faz parte da investigação antitruste que envolve as principais empresas de tecnologia do mundo.

A mudança deve impactar as gigantes dos Estados Unidos, como Facebook, Apple, Google e Amazon, principalmente no que diz respeito à imensidão de dados armazenados por essas empresas, assim como seus lucrativos negócios de publicidade online.

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Os algoritmos de publicidade ajudam as companhias a direcionar os anúncios aos usuários que as empresas anunciantes desejam atingir. De acordo com Vestager, o objetivo é esclarecer como esses algoritmos funcionam e garantir que as empresas sejam responsáveis por suas decisões.

“E as maiores plataformas teriam que fornecer mais informações sobre a forma como seus algoritmos funcionam, quando os reguladores solicitarem”, afirmou Vestager em um evento organizado pela agência de pesquisas AlgorithmWatch e pelo European Policy Center. “Eles também teriam que dar aos reguladores e pesquisadores acesso aos dados que possuem – incluindo arquivos de anúncios”.

Vestager ainda vai anunciar os projetos de mais duas regras, conhecidas como Digital Services Act e Digital Markets Act, no dia 2 de dezembro, sublinhando a determinação da União Europeia de controlar as gigantes da tecnologia e forçá-las a trabalhar de maneira mais justa com o mercado e empresas menores.

A nova legislação precisará da aprovação de países da UE e do Parlamento Europeu antes de entrar em vigor. Todo o processo deve levar um ano ou mais.

Google é processado por monopólio ilegal nos EUA

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos processou o Google no dia 20 de outubro por práticas antitruste. A empresa é acusada de ter um monopólio injusto sobre publicidade relacionadas a pesquisas. Além disso, o órgão discorda dos termos em torno do Android, que força os fabricantes de smartphones a pré-carregar aplicativos e definir o Google como mecanismo padrão de busca, impedindo de empresas rivais ganhem espaço e aumentando a quantia que recebe por publicidade em pesquisas.

Via: Reuters