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Durante uma pesquisa sobre solos contaminados, pesquisadores do Laboratório Nacional do Noroeste Pacífico, nos Estados Unidos, encontraram minúsculos cristais contendo plutônio, um elemento químico radioativo, usado principalmente na construção de armas nucleares.

Os cristais de plutônio são bem pequenos – cerca de cinco vezes menores que uma partícula de talco -, e foram identificados durante uma análise do solo do complexo de pesquisa nuclear de Hanford Site, em Washington.

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Encontrar esse tipo de elemento químico não é algo comum para os pesquisadores, mas responde muitas questões que até então estavam abertas. Como a dúvida sobre qual material era usado para o processamento nuclear, que agora se confirma sendo o dióxido de plutônio.

ReproduçãoCada cristal encontrado chega a ser 100 vezes menor que um grão de arroz. Foto: Phys

No entanto, os cientistas tiveram dificuldade para estudar os organismos, visto que ação do plutônio se altera de acordo com o elemento no qual ele está combinado.

Além disso, por estar em um solo usado para montagem de armas nucleares, possivelmente, os cristais achados eram radioativos, o que traz consequências graves para a saúde humana.

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“Fiquei surpreso que as partículas eram cristalinas daquele tamanho”, afirmou Dallas Reilly, radioquímico e pesquisador do LNNP. “É difícil formar partículas cristalinas de óxido de plutônio no laboratório, ver a forma de cristais únicos como parte desse processo ou algum processo natural que o ambiente estimulou é realmente fascinante”.

Método de análise

Para entender as especifidades desses cristais, os pesquisadores criaram um método que combinou técnicas padronizadas com outras mais personalizadas. Assim, eles revelaram suas estruturas e o grupo conseguiu mapear cada átomo dos microcristais individualmente.

O uso deste método ajudou o grupo nos esforços para conter os resíduos de plutônios que estavam no solo. Mas, como eles ainda são uma pequena parte de toda a constituição do local, ainda há muito trabalho a ser feito, até que toda a contaminação seja mapeada e contida.

Reilly diz que agora é possível estabelecer um cronograma para os serviços do grupo e responder diversas perguntas.

“Com materiais nucleares como essas partículas, perguntamos ‘como isso veio parar aqui?’ para entender o histórico de processamento de implicações de segurança nacional, bem como ‘para onde está indo?’ para entender as implicações ambientais. Descobrir a especiação química e a estrutura pode ajudar a responder ambas as perguntas”, comenta.

A pesquisa faz parte do programa de limpeza do Departamento de Energia dos Estados Unidos a fim de recuperar os locais que já foram usados como instalações de processamento de material nuclear.

Fonte: Phys.org