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O PayPal divulgou nesta segunda-feira (2) os resultados comerciais do terceiro trimestre, e aproveitou para detalhar seus planos de expansão para 2021. A expectativa é que a plataforma de pagamentos tenha crescimento significativo graças à integração de novos recursos, com destaque para o suporte a criptomoedas.

Moedas digitais e criptomoedas

No fim de outubro, a empresa anunciou que vai passar a oferecer transações com moedas digitais a seus usuários norte-americanos. Isso significa que, em breve, será possível comprar, vender e manter Bitcoin, Ethereum, Bitcoin Cash e Litecoin na plataforma.

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Segundo especialistas, a iniciativa tem potencial para dar início a uma adoção em massa das criptomoedas. Pela primeira vez, cerca de 150 milhões de clientes vão ter acesso simplificado às operações com moedas digitais, podendo utilizá-las para fazer compras nas mais de 26 milhões de lojas que aceitam PayPal.

O anúncio foi recebido com empolgação pelo mercado, e levou o Bitcoin a alcançar a marca de quase US$ 14 mil (R$ 80 mil). De acordo com Dan Schulman, presidente e CEO do PayPal, este é apenas o começo das oportunidades trazidas pela integração de novas formas de pagamento no meio digital, incluindo as criptomoedas.

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PayPal passará a oferecer suporte a criptomoedas em 2021. Imagem: Primakov/Shutterstock

Fusão com plug-in de ofertas

Outra novidade é a fusão com a plataforma de cupons Honey, adquirida pelo PayPal por US$ 4 bilhões (R$ 23 bi) em 2019. Segundo Schulman, a compra levou 17 milhões de usuários ativos mensais ao serviço de pagamentos, embora as marcas ainda sejam separadas. A junção completa deve ocorrer no ano que vem.

O Honey é uma extensão utilizada por consumidores norte-americanos para economizar em itens no e-commerce. A ferramenta monitora preços, alerta para promoções, sugere sites onde os produtos estão mais baratos e verifica cupons de descontos, de forma semelhante ao plug-in de ofertas do Olhar Digital.

A partir de 2021, o aplicativo do PayPal será atualizado para incluir as funcionalidades do Honey no Checkout, sua carteira digital. Isso significa que a empresa será capaz de rastrear o cliente desde a fase inicial da compra, quando ele indica seu interesse por determinado produto, para então guiá-lo em direção a descontos e ofertas e, por último, concluir a aquisição.

Por fim, a empresa anunciou que vai aproveitar a experiência unificada dos usuários para fornecer dados anônimos de demanda aos comerciantes. Dessa forma, as vendas poderão ser impulsionadas com base nos sinais deixados pelo envolvimento do consumidor com os recursos do Honey.

Via: Tech Crunch