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Em seu primeiro dia, PIX movimenta R$ 142 mil em operações bancárias

O PIX, novo formato de transferência bancária que promete operações imediatas, teve sua estreia realizada ontem (3) em caráter de testes, mas já registrou números interessantes. Em apenas oito horas de funcionamento, a modalidade registrou 1.570 operações, totalizando R$ 142 mil em transferências realizadas. A média foi de R$ 90 por transação, com uma operação de R$ 35 mil – a maior do dia, segundo o Banco Central.

O Banco Central também confirmou relatos de instabilidade do serviço, conforme noticiado pela imprensa brasileira. Entretanto, a entidade informa que isso já era esperado, dado o caráter de testes da novidade. Ao todo, entre 1% e 5% da base de clientes das 762 instituições homologadas pelo Banco Central foram contemplados pelo teste. A estreia completa do PIX está marcada para 16 de novembro e, até lá, administradores bancários usarão este tempo para ajustar bugs e erros.

PIX apresenta boa adoção e volume de transações realizadas em seu primeiro dia de atuação. Foto: Brenda Rocha/Shutterstock

Entenda o PIX

Atualmente, o sistema bancário brasileiro trabalha com dois modelos de transferência monetária: a Transferência Eletrônica Disponível (TED) e o Documento de Ordem de Crédito (DOC). Ambos trazem mais ou menos o mesmo objetivo – passar dinheiro de uma conta à outra –, porém também trazem algumas limitações:

  • Tempo: transações entre diferentes instituições financeiras podem levar horas. Isso porque, dependendo do banco, a transferência precisa ser validada por algum funcionário ou passar por procedimentos de segurança, o que atrasa a chegada do dinheiro à conta de destino.
  • Taxas: além de demorado, o envio de TEDs e DOCs pode custar caro. Bancos digitais costumam oferecer os serviços gratuitamente, mas os clientes desembolsam de R$ 10 a R$ 20 em instituições tradicionais.
  • Horário: atualmente, as transferências são realizadas somente de segunda à sexta e até um horário limite, que varia entre cada instituição financeira. Fora do horário bancário, durante finais de semana ou feriados, o dinheiro só “cai” na conta ao longo do próximo dia útil.

A ideia do PIX é justamente eliminar todas essas deficiências das outras duas modalidades. Com ele, a promessa do Banco Central é a de que as operações – sejam elas entre as mesmas instituições bancárias ou empresas diferentes – sejam realizadas em segundos, independente do dia ser útil, feriado ou final de semana.

Tarifas no PIX

Também pelo PIX, os consumidores não precisarão pagar tarifas, isentando custos operacionais relacionados à logística financeira. Vale ressaltar, porém, que clientes empresariais – desde pequenos empreendedores até grandes empresas – poderão passar por cobranças pertinentes a operações realizadas por CNPJ.

Finalmente, há a questão da segurança: o PIX funciona pelo cadastro de “chaves” específicas que funcionam como uma senha única para aquele usuário. É possível ter várias chaves para, por exemplo, quando você tem operações entre vários bancos a serem feitas. Todos esses dados ficam armazenados no sistema do Banco Central e são legalmente protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

O Olhar Digital já preparou tutoriais de como credenciar o PIX nas principais instituições financeiras, os quais você encontra na lista abaixo:

 

Fonte: Teletime

Esta post foi modificado pela última vez em 4 de novembro de 2020 14:11

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