Embora sua disponibilidade geral esteja programada para 16 de novembro, o PIX sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC), começou a operar na semana passada para um grupo seleto de usuários de instituições bancárias.

Para se ter ideia, entre as últimas quinta-feira (5) e sexta-feira (6), foram realizadas 57 mil transações pelo PIX, segundo divulgou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Já no primeiro dia de operação restrita, na última terça-feira (3), foram feitas 1.570 transações com o novo meio de pagamentos.

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O resultado superou as expectativas da organização. Apesar de alguns problemas operacionais pontuais nesses primeiros dias, o que já era esperado, eles foram rapidamente resolvidos.

Fim do TED, DOC e boleto?

Para o presidente da Febraban, Isaac Sidney, a chegada do PIX não representará o fim de transações como TED e DOC, nem do boleto. “Não acredito que o PIX vai acabar com TEDs e DOCs, assim como não acabou o uso de dinheiro e cheque quando o TED e o DOC surgiram. Eles continuarão sendo usados para finalidades distintas”, pontuou.

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Boletos, assim como TED e DOC, não serão encerrados com o PIX, segundo a Febraban. Imagem: giggsy25/Shutterstock

Ainda segundo ele, o PIX também não vai causar impacto significativo na receita dos bancos. Atualmente, 60% das contas transacionais no Brasil estão isentas de tarifas e comissões. Já em grande parte das 40% restantes o cliente não paga ou tem as transações incluídas em um pacote por conta do seu histórico de relacionamento com o banco.

No entanto, as instituições financeiras têm se mostrado um tanto quanto desesperadas ao inundar a tela do celular de seus correntistas com notificações para registrar as chaves do PIX – dado pessoal para realizar as operações financeiras.

Isso porque o PIX vai acirrar ainda mais a concorrência, nunca vista num mercado que costumava ser, até então, confortável. E essa concorrência está mais que preparada para competir com os bancos na nova configuração do mercado.

Se você já tem acesso à funcionalidade, veja como usá-la neste tutorial que o Olhar Digital preparou.

Via: MobileTime