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Na quinta-feira passada (5), a indústria de telecomunicações da Europa criticou propostas de ajustes nas regras da União Europeia que regem WhatsApp e Skype. Esses ajustes endureceriam as normas enfrentadas pelos provedores de telecomunicações para usar metadados de comunicações eletrônicas.

Tanto o WhatsApp, do Facebook, quanto o Skype, de propriedade da Microsoft, estão sujeitos às mesmas regras que os provedores de telecomunicações na UE, segundo a agência de notícias Reuters.

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Todos os 27 países do bloco vêm lutando para encontrar um ponto em comum sobre o regulamento de privacidade eletrônica redigido em 2017 pela Comissão Europeia. O principal motivo de desacordo envolve as regras para cookies que rastreiam atividades online de usuários, cruciais para publicidade direcionada e requisitos de consentimento.

A UE funciona com esquema de presidência rotativa, e no momento quem ocupa o posto é a Alemanha. Na mesma quinta-feira (5), o país compartilhou suas propostas de ajustes nas regras com os outros membros do bloco.

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Reprodução

Grupos de telecomunicações da UE não aceitaram as novas regras propostas pela Alemanha. Imagem: PopTika/Shutterstock

O documento obtido pela Reuters reduz os fundamentos legais para provedores de telecomunicações usarem metadados de comunicações eletrônicas para processar os dados ou para outros fins. Esse é um grande golpe na indústria, que busca utilizar dados de localização de rede para serviços de transportes inteligentes como um potencial gerador de dinheiro.

O grupo de lobby ETNO, que tem como membros Orange, Telefonica e Deutsche Telekom, assim como o grupo de operadoras de telefonia móvel GSMA foram bastante severos com a proposta alemã. “O texto proposto pela Alemanha falha em preencher a lacuna entre a proteção da privacidade e a confidencialidade e o estímulo à inovação nos provedores de serviços europeus”, disseram eles em comunicado conjunto.

Os grupos pedem que outros países da UE não apoiem a proposta, a menos que esta lhes dê mais liberdade para usar os metadados para fins legítimos e posterior processamento compatível.  bloco precisa chegar a um acordo antes de discutir os detalhes da regra com a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu.

Via: Reuters