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Pesquisadores do Parque Arqueológico de Pompeia, no sul da Itália, encontraram restos bem preservados de dois corpos vítimas de uma erupção vulcânica ocorrida há quase 2.000 anos. Na ocasião, em 79 d.C., o Monte Vesúvio entrou em erupção, surpreendendo os moradores da região e devastando a cidade de Pompeia.

“Dois esqueletos de indivíduos apanhados na fúria da erupção foram encontrados”, afirmaram em nota as autoridades do sítio arqueológico italiano, localizado perto da cidade da Nápoles. A descoberta também foi anunciada pelo ministério da cultura italiana.

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Com base nos vestígios das roupas e na aparência física, os pesquisadores acreditam que os corpos sejam de um jovem escravo e de um homem mais velho, rico e com cerca de 40 anos — provavelmente o dono do servo.

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Local onde os esqueletos enterrados foram encontrados é um dos pontos mais visitados da Itália. Foto: Parco Archeologico di Pompei/Divulgação

Os dois esqueletos foram encontrados durante escavações (ainda em andamento) na Civita Giuliana, cerca de 700 metros a noroeste de Pompeia, em uma vila com vista para a baía de Napoles — outros três cavalos mortos pelo vulcão também haviam sido encontrado neste mesmo lugar.

 

Ambas as vítimas estavam em uma sala ao lado do “criptopórtico”, espécie de corredor abaixo da vila, e, ao que tudo indica, chegaram ao local em busca de abrigo.

A “recriação” dos corpos só foi possível graças a uma técnica inventada por Giuseppe Fiorelli em 1867. Depois de localizarem os esqueletos enterrados, os arqueólogos abriram um pequeno buraco e derramaram gesso para moldar as formas dos corpos das vítimas. O restante ficou por conta das escavações manuais, que proporcionaram os detalhes finais dos corpos.

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Riqueza de detalhes dos moldes construídos com a técnica de Giuseppe Fiorelli impressiona. Foto: Parco Archeologico di Pompei/Divulgação

Cidade eternizada

Submersa em cinzas após a tragédia provocada pelo Monte Vesúvio, a cidade em ruínas de Pompeia é a segunda atração turística mais visitada da Itália depois do Coliseu de Roma, tendo recebido quase 4 milhões de visitas em 2019.

Com território de 44 hectares, o local é a única lembrança restante de uma das cidades mais ricas do Império Romano. As camadas de cinzas vulcânicas enterraram diversos prédios e objetos, além de diversos cadáveres.

Atualmente, o turismo teve suas atividades suspensas no local por conta da pandemia do coronavírus. As escavações, no entanto, seguem ativas.

Via: Sciente Alert