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Constantemente, em nome da “liberdade de expressão”, as redes sociais são utilizadas como plataforma para a propagação de discurso de ódio. Há anos, as empresas vem sendo cobradas por atitudes para coibir esse tipo de conteúdo entre seus usuários – e estão começando a agir.

Nesta quarta-feira (2), o Twitter anunciou uma expansão nas suas regras contra conduta de ódio para incluir a linguagem que desumaniza as pessoas com base em raça, etnia ou nacionalidade. “Embora encorajemos as pessoas a se expressarem livremente no Twitter, abuso, assédio e conduta de ódio continuam não tendo lugar em nosso serviço”, garante a empresa.

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Entre as medidas, a empresa afirma que buscou expandir sua compreensão das nuances culturais para “garantir que somos capazes de aplicar nossas regras de forma consistente”. Isso inclui, por exemplo, permitir que denúncias de violações apresentem mais detalhes sobre o contexto das publicações problemáticas. “Desenvolvemos um processo de treinamento mais longo e aprofundado com nossos times para garantir que todos estão mais bem preparados para analisar as denúncias”, afirma o Twitter.

Exemplos de posts que serão removidos da rede, de acordo com o Twitter. Imagem: Twitter/Divulgação

A rede social ainda reuniu um grupo de trabalho de especialistas de fora da empresa para contribuir com a discussão de como lidar com esse tipo de conteúdo. “Esse grupo nos ajudou a compreender nuances delicadas e contextos históricos e regionais relevantes”, explica.

As mudanças na política da plataforma vem acelerando desde 2019, quando o Twitter expandiu suas regras contra conduta de ódio para incluir a linguagem que desumaniza as pessoas com base em religião ou casta. Em março de 2020, foi a vez do discurso de ódio por conta de idade, deficiência ou doença entrar nas diretrizes. A atualização atual é a terceira.

“À medida que desenvolvemos as Regras do Twitter em resposta às mudanças de comportamentos e desafios de servir à conversa pública, entendemos a importância de considerar uma perspectiva global e pensar sobre como as políticas podem impactar diferentes comunidades e culturas”, afirma o comunicado do Twitter.

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