Se você pensou na Tesla, quase acertou. Mas, vai precisar recalibrar a geografia. A montadora de automóveis que mais cresceu – pelo menos em valor de mercado ao longo de 2020 foi a chinesa NIO. A empresa é vista como a “Tesla da China”. Enquanto a Tesla de Elon Musk viu suas ações explodirem este ano, com uma valorização de mercado beirando os 400%, a chinesa NIO viu seus papéis ganharem nada menos que 1.200%.

O valor dos elétricos

Ainda que os chineses tenham experimentado esse crescimento incrível, seu valor de mercado ainda está longe do obtido pela empresa de Elon Musk. A Tesla ultrapassou na última terça-feira (24/11) a impressionante marca de 500 bilhões de dólares – colocando-a à frente da maior montadora do planeta, a Toyota. Os chineses da NIO viram seus papéis alcançar o valor de mercado de 60 bilhões de dólares. De qualquer modo, isso já foi suficiente para que a montadora ultrapassasse o valor de mercado de “monstros sagrados” do setor, como a BMW, por exemplo.

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Aposta no futuro

Tanto no caso da Tesla e, principalmente, no caso da NIO, a aposta é para o futuro. Apenas recentemente a montadora de Elon Musk saiu do vermelho. Já a chinesa continua a navegar no prejuízo. Porém, o mercado das ações não vive apenas de resultados financeiros – muito do que acontece nas bolsas de valores reflete expectativas e apostas. E, nesse momento, todos os olhos e os bolsos só querem saber dos carros elétricos e das promessas que eles carregam.

Promessas, aliás, que ganharam impulso novo como recente anúncio do governo do Reino Unido, que antecipou a aposentadoria dos carros movidos a combustão. A partir de 2030, na terra da rainha, só será permitida a comercialização de carros novos movidos a partir de fontes limpas – leia-se eletricidade, que pode vir das baterias que hoje movem os carros da Tesla e da NIO, ou das células de hidrogênio, que continuam a ser apostas da Toyota e, especialmente, da sul-coreana Hyundai.