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Na medida em que os testes para as vacinas contra a Covid-19 avançam e entram em suas fases finais, um desafio se apresenta no combate à pandemia: logística. O mundo inteiro aguarda por essas doses, mas muitas delas requerem condições especiais de transporte que acabam limitando seu alcance.

Para ajudar nessa tarefa, a Cainiao, braço logístico do Grupo Alibaba, lançou uma parceria com a Ethiopian Airlines para transportar medicamentos para o Oriente Médio e África. A ideia é prover um serviço especial de frete aéreo de “cadeia fria” para transportar medicamentos sensíveis à temperatura de Shenzhen, no sul da China, para a África e o resto do mundo, via Dubai e Addis Abba.

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Diferente das vacinas mais comuns, que usam uma versão enfraquecida de um vírus, ou parte dele, vacinas como a da Pfizer e da Moderna consistem em uma injeção de informação genética, na forma de RNA. A resposta imunológica é desencadeada quando o próprio organismo do paciente usa essa informação genética para fabricar uma parte do vírus. Porém, as doses precisam ser mantidas em temperaturas ultrabaixas, de cerca de -70°C, o que exige equipamentos caríssimos, mas mantém a dose viável por seis meses.

Por sua composição, a vacina da Pfizer deve ser armazenada e transportada em temperaturas muito baixas. Imagem: Seda Servet/Shutterstock

O contêiner de armazenamento desenvolvido pela Pfizer pode manter as doses resfriadas em gelo seco por até dez dias de viagem. Mas dependendo da frequência com que os recipientes são abertos e por quanto tempo, esse prazo pode ser consideravelmente mais curto. Fora da contenção, as doses podem durar cerca de cinco dias em refrigeração padrão.

“Esta é a primeira rota fria de cadeia médica transfronteiriça a ser operada regularmente e é certificada para transportar medicamentos com temperatura controlada, incluindo vacinas da Covid-19”, afirmou a Cainiao em um comunicado. A empresa garante que consegue entregar doses em todo o mundo em 72 horas, mas não revelou os fabricantes que estão em negociação.

As cabines das aeronaves conterão monitores com temperatura controlada, e o terminal de carga da Ethiopian Airlines possui instalações que podem ser ajustadas entre -23°C e 25°C. Desde a o início da pandemia, a companhia aérea transportou mais de três mil toneladas de suprimentos médicos de Shenzhen para a Europa, África, Oriente Médio e América do Sul.

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Via: Reuters/TechCrunch