EnglishPortugueseSpanish
publicidade

Uma vacina contra o HIV, que está sendo produzida pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e já apresentou bons resultados em animais, está pronta para ser testada em voluntários. A pesquisa, chamada Mosaico, já foi aprovada pela fase pré-clínica, animal, e fases 1 e 2 em humanos.

Segundo o infectologista do Hospital das Clínicas (HC) Ricardo Vasconcelos, a vacina induziu uma redução de 70% das chances de contrair o HIV após testes em macacos. Nos testes em humanos, houve a produção de anticorpos de imunidade, mas ainda resta saber se são eficazes em proteger contra a infecção do HIV.

publicidade

Para esta fase, o projeto precisa de voluntários que sejam homens gays ou bissexuais cisgêneros e homens ou mulheres transexuais entre 18 e 60 anos. Os interessados podem entrar em contato com o Programa de Educação Comunitária da USP pelo Instagram ou pelo e-mail agendamento.estudos@gmail.com.

Técnica injeta informações genéticas do HIV em um vírus inofensivo, para gerar uma resposta imune do organismo. Imagem: Spectral-Design/Shutterstock

De acordo com o pesquisador, os voluntários de uma vacina devem ser pessoas vulneráveis ao vírus, assim como profissionais de saúde vêm sendo testados para as vacinas contra a Covid-19. Além do estudo com voluntários no Brasil, testes estão sendo realizados na África Subsaariana, onde o grupo de pessoas vulneráveis é de mulheres cisgêneros heterossexuais jovens.

A vacina trabalha com a tecnologia de vetor, que injeta informações genéticas para produção de proteínas do HIV dentro de um vírus que não afeta seres humanos. Quando o indivíduo é inoculado, o vírus multiplica dentro do organismo, fazendo com que o corpo produza uma resposta imune contra proteínas do HIV sem nunca ter tido contato com ele de fato.

Via: Agência Brasil/Jornal da USP

publicidade