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O estado da Califórnia protocolou um pedido para se juntar ao processo antitruste contra o Google aberto pelo Departamento de Justiça (DoJ) dos EUA.

Segundo o procurador-geral Xavier Becerra, “a Califórnia não está fazendo mudanças substanciais às acusações. Em particular, a Califórnia não procura adicionar novos fatos ou alegações”. Becerra afirma que a participação do estado não irá atrasar o andamento do caso.

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A Califórnia é o primeiro estado liderado por um Democrata (o governador Gavin Newsom) a se juntar ao processo antitruste. O Departamento de Justiça dos EUA se mostrou satisfeito com a adesão do estado ao caso.

Segundo a porta-voz Brianna Herlihy: “este processo antitruste histórico reflete uma preocupação ampla e bipartidária de que o Google … manteve seu monopólio bloqueando seus concorrentes”.

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O DoJ afirma que o Google paga à Apple entre US$ 8 bilhões a US$ 12 bilhões por ano para que seu buscador seja o padrão no iOS e iPad OS. Foto: courtneyk/iStock

Entenda o caso

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusa o Google de ter um monopólio sobre publicidade relacionadas a pesquisas. Além disso, o órgão discorda dos termos em torno do Android, que forçam os fabricantes de smartphones a pré-carregar aplicativos e definir o Google como mecanismo padrão de busca, impedindo empresas rivais de ganhar espaço e aumentando a quantia que recebe por publicidade em pesquisas.

“O Google paga bilhões de dólares a cada ano a distribuidores para garantir o status do seu mecanismo de busca e, em muitos casos, para proibir especificamente as contrapartes do Google de negociar com concorrentes”, diz o enunciado do processo, antes de listar diversas empresas fabricantes de dispositivos variados, como Apple, LG, Motorola, Samsung; bem como operadoras como AT&T, T-Mobile e Verizon.

A empresa rebate as acusações. Segundo Ket Walker, vice-presidente sênior de assuntos globais do Google, o processo antitruste movido pelo DoJ é “…profundamente falho. As pessoas usam o Google porque o escolhem, não por serem forçadas ou por não encontrarem alternativas”.

O executivo também alerta para possíveis consequências do processo antitruste para os consumidores: “Esse processo não fará nada para ajudar os consumidores. Pelo contrário, ele artificialmente exaltaria alternativas de busca de baixa qualidade, aumentaria o preço de smartphones, e tornaria mais difícil para as pessoas obterem os dispositivos de buscas que elas desejarem usar”, afirma.

Fonte: Reuters