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A Food and Drug Administration (FDA), órgão dos EUA que regulamenta a indústria médica e alimentícia do país de forma similar à nossa Anvisa, aprovou uma nova raça de porcos geneticamente modificados para uso como alimento e como fonte de órgãos para transplantes entre espécies (xenotransplantes).

Batizados de GalSafe, os porcos geneticamente modificados não produzem uma molécula de açúcar chamada alpha-gal, que normalmente é encontrada na carne de porcos, vacas e carneiros.

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Pessoas com um tipo de alergia conhecida como Síndrome Alpha Gal podem desenvolver reações letais se expostas a esta molécula. Cientistas acreditam que a síndrome é adquirida como resultado da picada de algumas espécies de carrapato que contém alpha-gal na saliva.

A FDA determinou que a carne dos porcos geneticamente modificados GalSafe é segura e não contém níveis detectáveis de alpha-gal, mas não avaliou se ela é realmente capaz de impedir uma reação alérgica.

A Revivicor Inc, que desenvolveu os porcos, diz que inicialmente pretende vender a carne dos animais pela internet, em vez de diretamente em supermercados.

Em junho deste ano um fígado em miniatura feito a partir de células da pele humana, foi transplantado com sucesso em ratos

Porcos geneticamente modificados podem ser a chave para o transplante entre espécies

Transplantes de órgãos entre espécies, ou xenotransplantes, tem o potencial de salvar milhares de vidas por ano ao resolver a falta de órgãos disponíveis. Porcos são considerados os melhores candidatos para esta técnica, já que tem um período de gestação curto, ninhadas grandes, são baratos, fáceis de criar em ambientes livres de patógenos e têm órgãos com tamanho anatomicamente comparável aos dos humanos.

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Além disso, já existem ferramentas de edição genética disponíveis que podem combater a rejeição dos órgãos transplantados e possíveis zoonoses. Em teoria, os porcos geneticamente modificados não ativariam o mecanismo de rejeição do organismo humano. A técnica, entretanto, está em estágio experimental e não é usada em larga escala.

O primeiro animal geneticamente modificado aprovado para o consumo humano, em 2015, nos EUA foi um tipo de salmão chamado AquAdvantage, que recebeu genes para acelerar seu crescimento em relação aos salmões encontrados na natureza.

Já o primeiro vegetal geneticamente modificado chegou ao mercado 23 anos antes, em 1992: um tipo de tomate chamado Flavr Savr, que foi manipulado para que amadurecesse mais lentamente e pudesse resistir melhor ao transporte sem estragar antes de chegar às lojas.

Fonte: LiveScience