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Porcos geneticamente modificados para consumo humano

Redação 15 de dezembro de 2020
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A FDA, órgão dos Estados Unidos que regulamenta a indústria médica e alimentícia do país de forma similar à nossa Anvisa, aprovou nesta semana uma nova raça de porcos geneticamente modificados para uso como alimento e como fonte de órgãos para transplantes entre espécies.


Batizados de GalSafe, os porcos geneticamente modificados não produzem uma molécula de açúcar chamada alpha-gal, que normalmente é encontrada na carne de porcos, vacas e carneiros. Pessoas com um tipo de alergia conhecida como Síndrome Alpha Gal podem desenvolver reações letais se expostas a esta molécula. Com a nova raça de porcos, os pesquisadores esperam que pessoas com esta síndrome, possam consumir a carne desses animais normalmente.

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Além disso, os animais podem ajudar nos transplantes de órgãos entre espécies. O xenotransplantes, como é conhecida a técnica, tem o potencial de salvar milhares de vidas por ano ao resolver a falta de órgãos disponíveis nos hospitais.


Porcos são considerados os melhores candidatos para esta técnica, já que tem um período de gestação curto, ninhadas grandes, são baratos, fáceis de criar em ambientes livres de patógenos e têm órgãos com tamanho anatomicamente comparável aos dos humanos.


O primeiro animal geneticamente modificado aprovado para o consumo humano, em 2015, nos EUA foi um tipo de salmão chamado AquAdvantage, que recebeu genes para acelerar seu crescimento em relação aos salmões encontrados na natureza.

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