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O Facebook começará a notificar usuários que interagirem com postagens contendo desinformação sobre Covid-19, prática que viola os termos de serviço da empresa.


Isso quer dizer que, quem curtir, compartilhar ou comentar em publicações que forem removidas posteriormente, receberá uma notificação que, quando selecionada, leva para uma página em que será possível ver uma captura de tela da postagem seguido de uma breve explicação dos motivos que levaram à sua exclusão.

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Usuários receberão uma notificação informando sobre o motivo da remoção de alguns posts. Foto: Facebook/Divulgação


Além disso, a página de destino terá links que direcionam para conteúdos educacionais sobre a Covid-19. Essa é uma iniciativa para impedir a propagação de desinformação sobre a doença.


Anteriormente, para combater essa prática, o Facebook exibia uma mensagem no feed de notícias informando que o conteúdo foi removido. No entanto, muitas vezes, os usuários ficavam confusos sobre a qual postagem o aviso se referia.


A esperança é que a nova abordagem seja mais direta, ao mesmo tempo que evita que usuários tenham acesso novamente a esse tipo de conteúdo.


Combate à desinformação durante a pandemia


Apesar da ideia, o aviso não desmascara as narrativas falsas. O usuário é levado até uma página que desfaz os mitos mais comuns em torno da Covid-19, mas não aborda especificamente os pontos aos quais o utilizador teve acesso.

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Além disso, apesar de classificar as informações falsas, o Facebook indica que essa é uma tarefa particularmente difícil, principalmente porque se trata de um assunto muito novo, que carece de muitos detalhes.


Na prática, isso quer dizer que algumas informações incorretas sobre a Covid-19 podem permanecer na plataforma – embora não seja de forma intencional. Isso foi apontado pelo Centre for Countering Digital Hate, uma organização sem fins lucrativos do Reino Unido.


Eles destacaram que relataram ao Facebook 334 casos de desinformação envolvendo a Covid-19, mas que a rede social removeu apenas um quarto deste total. A empresa de Mark Zuckerberg se defende e afirma que removeu mais de 12 milhões de informações falsas sobre a doença.


Apesar disso, esse esforço pode não ser suficiente. Isso porque o tempo necessário para se criar e compartilhar uma informação falsa é ínfimo se comparado com a velocidade necessária para que seja analisada e, por fim, classificada como desinformação.

Via: Fast Company