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DJI na lista negra: fabricante de drones sofre sanções dos EUA

O governo dos EUA anunciou nesta sexta-feira que está colocando a SZ DJI Technology Company, mais conhecida como DJI, na lista negra de entidades estrangeiras. É a mesma lista onde estão outras empresas chinesas como a Huawei.

Com isso a empresa, que é a maior fabricante de drones no mundo, fica efetivamente impedida de fazer negócios com empresas norte-americanas. Além da DJI “dúzias” de empresas chinesas foram adicionadas à lista, entre elas a SMIC, principal fabricante de chips do país, a AGCU Scientech, a China National Scientific Instruments and Materials e a Kuang-Chi Group.

Por que a DJI entrou na lista negra dos EUA?

O Departamento de Comércio dos EUA afirma que colocou a DJI na lista negra pois, junto com as outras empresas, ela “facilitou abusos contra os direitos humanos em grande escala dentro da China através de coleta e análise abusiva de material genético e/ou vigilância de alta tecnologia”.

O Departamento também afirma que, em alguns casos, as quatro empresas “facilitaram a exportação pela China de itens que ajudam regimes repressores ao redor do mundo, algo que é contrário aos interesses da política exterior dos EUA”.

Além de drones a DJI também fabrica câmeras de ação, como a Pocket 2. Imagem: DJI

As restrições entraram em vigor às 13h15 desta sexta-feira (horário de Brasília). A DJI ainda não se posicionou oficialmente sobre o assunto.

Cooperação com os EUA

A aplicação súbita de sanções soa estranha pois, no passado, a DJI se mostrou cooperativa com outros órgãos do governo dos EUA. Em fevereiro ela respondeu a um requisito da FAA (entidade que controla a indústria aeronáutica nos EUA) que exige que todos os drones com mais de 250 gramas possam ser identificados remotamente.

A empresa propôs um sistema chamado Drone-to-Phone Remote Identification, que permitiria a qualquer um com um smartphone identificar e obter informações sobre um drone voando nas proximidades, inclusive seu número de registro, localização do piloto e rota de voo.

Fonte: Reuters

Esta post foi modificado pela última vez em 18 de dezembro de 2020 16:30

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Publicado por
Rafael Rigues