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Procuradores de 38 estados dos EUA acionaram o Google na Justiça por alegações antitruste. A empresa está sendo processada acusada de abusar de seu poder de mercado para manipular os resultados das buscas para favorecer seus próprios produtos.

“O Google está na encruzilhada de tantas áreas de nossa economia digital e usou seu domínio para esmagar ilegalmente os concorrentes, monitorar quase todos os aspectos de nossa vida digital e lucrar bilhões”, afirma procuradora-geral de Nova York, Letitia James, no documento encaminhado à corte.

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O mecanismo de busca do Google é usado em quase 90% das consultas na internet nos EUA, gerando para a empresa cerca de US$ 100 bilhões em receita no ano passado. Os procuradores acusam o Google de priorizar seus próprios produtos nos resultados de busca em detrimento a concorrentes mais especializados, como Yelp e Tripadvisor.

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Em outubro, o Google foi processado por monopólio ilegal pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Foto: 400tmax/iStock

Assim como as queixas apontadas pelo Departamento de Justiça dos EUA em outubro, o processo destaca o acordo que tornou o mecanismo de busca do Google o padrão nos dispositivos Apple. Os procuradores ainda vão além, e afirmam que a empresa está tentando fechar acordos semelhantes para dominar as pesquisas em plataformas como alto-falantes inteligentes, assistentes de voz e carros conectados.

Os estados estão pedindo que sua denúncia seja consolidada com a ação do Ministério Público e litigada em conjunto. Esta é a terceira ação judicial relacionada ao governo dos Estados Unidos que o Google é acionado em dois meses.

Em uma postagem no seu blog oficial, o Google afirma que seus resultados de pesquisa “são projetados para fornecer às pessoas as informações mais úteis”, e que redesenhar seu mecanismo de busca “privaria os americanos de informações”.

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“Sabemos que o escrutínio de grandes empresas é importante e estamos preparados para responder a perguntas e trabalhar com elas”, escreveu o diretor de política econômica do Google, Adam Cohen, que acrescentou que existem muitas alternativas ao Google na busca de informações relevantes, incluindo Amazon, Expedia e Tripadvisor.

Via: NPR/BBC