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Assim como aconteceu no período de Ação de Graças, o Zoom removerá o limite para chamadas gratuitas em todo o mundo durante alguns dias do fim deste ano. Até então, as reuniões tinham duração de 40 minutos, com a liberação, esse limite não existirá por um tempo determinado.

Os usuários de contas gratuitas do Zoom não precisaram se preocupar com limitações de chamadas durante parte da véspera de Natal, Natal, véspera de Ano Novo e Ano Novo.

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No dia 23 de dezembro, a partir das 12h, o limite de chamadas será retirado para usuários do Zoom e só deve retornar em 26 de dezembro às 8h. A tempo do fim do ano, as restrições serão suspensas às 12h de 30 de dezembro. Os usuários poderão criar reuniões sem qualquer limite até 8h de 2 de janeiro. Lembrando que foram considerados os horários de Brasília

Até o momento, caso os usuários quisessem conversar mais, teriam de iniciar uma outra reunião e convidar os integrantes novamente. Ao remover o limite para esses feriados, espera-se que os participantes de encontros virtuais com amigos e familiares foquem mais na interação entre as pessoas do que no tempo.

Além do Zoom, os usuários têm à disposição uma outra opção: o Google Meet. O software tornou-se uma opção viável para o período, já que, segundo o Google, não haverá restrições até 31 de março de 2021. Isso quer dizer que as chamadas podem durar até 24 horas sem serem interrompidas.

Polêmica de segurança

Ao que parece, as gravações enviadas para a nuvem não eram criptografadas imediatamente, ao contrário do que a empresa declarava. Foto: Cabeca de Marmore/Shutterstock

A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (Federal Trade Commission, ou FTC) anunciou em 10 de novembro um acordo com a Zoom Video Communications que exigirá que a empresa implemente um programa mais robusto de segurança. De acordo com o órgão, a companhia “enganou os usuários” por anos ao anunciar que oferecia “criptografia ponta a ponta de 256 bits” como proteção.

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As chaves criptográficas mantidas pelo Zoom, porém, poderiam permitir que a empresa tivesse acesso ao conteúdo das reuniões de seus clientes. ‘Durante a pandemia, praticamente todos – famílias, escolas, grupos sociais e empresas – estão usando videoconferência para se comunicar, tornando a segurança dessas plataformas mais crítica do que nunca”, afirmou o Diretor do Bureau de Proteção ao Consumidor da FTC, Andrew Smith.

A FTC ainda afirma que o Zoom também enganou alguns usuários que queriam armazenar reuniões gravadas na nuvem, garantindo que esses vídeos seriam criptografados imediatamente após o término da videoconferência. “Em vez disso, algumas gravações supostamente foram armazenadas sem criptografia por até 60 dias nos servidores do Zoom antes de serem transferidas para seu armazenamento seguro em nuvem”, afirma o órgão.

Um porta-voz da Zoom disse em um comunicado enviado por e-mail ao site The Verge que a segurança de seus usuários é uma prioridade e que já tratou dos problemas discutidos com a FTC. “A resolução está de acordo com nosso compromisso de inovar e aprimorar nosso produto, pois oferecemos uma experiência de comunicação de vídeo segura”, diz a declaração.

Via: The Verge