EnglishPortugueseSpanish
publicidade

O órgão americano FDA (Federal Drug Administration) autorizou, na última sexta-feira (18), o uso emergencial no país de uma segunda vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Moderna em parceria com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas.

A liberação ocorre quase uma semana após a aprovação da primeira vacina, produzida pela Pfizer e BioNTech, fortalecendo o combate dos Estados Unidos contra a Covid-19.

publicidade

A autorização de um segundo imunizante foi celebrada pelos profissionais de saúde americanos. Ela deverá ter papel importante para que os EUA cumpram uma meta de 20 milhões de pessoas vacinadas antes do término de 2020, em um cenário em que o país ultrapassa a marca de 312 mil mortos pelo vírus.

“Colocar outra vacina muito importante em ação é apenas mais um passo em direção ao objetivo final: vacinar pessoas suficientes para que você possa essencialmente acabar com a epidemia como a conhecemos neste país”, afirmou o diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, Anthony S. Fauci.

Quase 6 milhões de unidades da vacina da Moderna serão distribuídas nesta primeira semana aos profissionais de saúde e residentes de asilo. Elas se juntarão a outras 2 milhões de doses da vacina Pfizer-BioNTech.

Vacina Moderna contra a Covid-19
Cerca de 6 bilhões de unidades da vacina da Moderna devem ser distribuídas nesta primeira semana. Foto: Moderna/Divulgação

Vantagens

Enquanto a vacina Pfizer-BioNTech precisa ser mantida a temperaturas muito baixas, utilizando freezers especializados ou recipientes de gelo seco, a vacina da Moderna poderá ter uma durabilidade maior em freezers comuns e pode ser armazenada por até um mês em geladeira.

publicidade

Isso pode facilitar a distribuição, tendo em vista que algumas doses da vacina Pfizer-BioNTech tiveram de ser devolvidas após chegar ao Alabama e Califórnia em temperaturas muito abaixo do normal.

“[Vacina] Moderna é muito mais fácil em termos de transporte; tem uma cadeia de temperatura mais tolerante. Não precisa ser mantida em temperaturas tão frias”, disse Amesh Adalja, acadêmico sênior do Johns Hopkins Center for Health Security.

Vacina sendo manipulada por profissional de saúde
Aprovação da vacina da Moderna contra o coronavírus deve ampliar alcance no território norte-americano. Foto: Dimitri Houtteman/Unsplash

Além disso, a facilidade em reservar as unidades poderá ampliar o alcance das doses para áreas rurais, farmácias ou consultórios médicos que carecem de equipamentos especializados.

Ampliação de vacinas

A aprovação da vacina da Moderna contra a Covid-19 também será importante em um possível cenário de escassez de abastecimento.

Como nunca houve uma corrida para a produção de tantas vacinas de uma só vez, é provável que doses, frascos, seringas e outras matérias primas sofram com escassez no mercado.

Segundo autoridades federais dos EUA, Johnson & Johnson e AstraZeneca buscam aprovação junto a FDA para liberarem suas vacinas no início de 2021, enquanto a Novavax deve iniciar testes nas próximas semanas.

Uma sexta vacina da Sanofi e GlaxoSmithKline foi adiada por não demonstrar resultados positivos o suficiente em adultos e pessoas mais velhas.

Cerca de 200 milhões de doses da vacina da Moderna foram compradas pelo governo americano — em um investimento estimado de US$ 4,1 bilhões —, que mantém opção de consumo para outras centenas de milhões em caso de necessidade.

Via: The Washington Post