Retrospectiva 2020: o ano da verdadeira odisseia no espaço

Se na Terra a pandemia de Covid-19 nos causou a impressão de que 2020 foi um ano perdido, no espaço as coisas foram bem diferentes. Uma série de eventos e avanços permitiram à humanidade conhecer um pouco mais sobre o universo em que vivemos.

Os lockdowns e o distanciamento social, apesar de mudar o dia a dia de milhões ao redor do planeta, não impediram o lançamento de foguetes e a observação de fenômenos espaciais que movimentaram as agendas de vários países.

30 anos de Hubble

Um dos marcos de 2020 foi o aniversário de 30 anos do telescópio Hubble, em abril. Situado na órbita terrestre baixa, a aproximadamente 600 km da Terra, o equipamento revolucionou a astronomia com o propósito de explorar continuamente as profundezas do universo, desde galáxias vizinhas até eventos cósmicos a bilhões de anos-luz.

Em comemoração à data, a Agência Espacial Europeia divulgou um vídeo, em seu Twitter, resumindo as três décadas da história fascinante do Hubble. Confira: 

Exploradores do espaço

Também completamos 20 anos de ocupação ininterrupta da Estação Espacial Internacional, que inclusive ganhou um sistema para transformar urina em água, um novo sanitário e suas primeiras geladeiras. Tivemos ainda o retorno à Terra da recordista em voos espaciais, Christina Koch, após 328 dias no espaço.

O show do cometa Neowise

A jornada do cometa Neowise em direção ao Sol atraiu a atenção do mundo inteiro. Sua trajetória pelo espaço em 2020 pôde ser observada a olho nu e resultou em belíssimas fotografias tanto de profissionais, como de amadores. Pedro Dini, leitor do Olhar Digital, registrou o espetáculo na área rural de Muzambinho, Minas Gerais.

Leitor do Olhar Digital capturou essa belíssima imagem do Neowise. Crédito: Pedro Dini

Descobertas em nossos vizinhos

Em 2020, conhecemos mais sobre alguns dos outros astros do Sistema Solar. Descobrimos a existência de moléculas de água na Lua e moléculas orgânicas em Vênus, e também ficamos sabendo que a crosta de Marte tem semelhanças com um bolo (e que há um “anjo” na superfície do planeta). Já Júpiter foi notícia graças a fenômenos como tempestades e sprites, além de ter uma lua que “vaza” água.

Pedacinhos do espaço na Terra

As sondas OSIRIS-REx, da Nasa, e Hayabusa2, da Jaxa, protagonizaram feitos importantes ao coletar material espacial para trazer à Terra. A primeira pousou no asteroide Bennu, que contém material do início do Sistema Solar, e tem retorno programado para 2023. A segunda fez o mesmo no asteroide Ryugu, mas a cápsula contendo as amostras já retornou ao nosso planeta.

Hayabusa2 pousou no asteroide Ryugu (acima). Crédito: Jaxa/Divulgação

Gigantes vermelhas, buracos negros e exoplanetas

Betelgeuse, a estrela vermelha gigante, recuperou seu brilho após enganar astrônomos, que acreditavam que ela iria explodir. No final, dados revelaram que enormes manchas magnéticas podem ter causado o escurecimento da estrela. Buracos negros “espaguetificando” estrelas em tempo real e exoplanetas com interiores feitos de diamantes, chuva de pedra vaporizada e oceano de lava também marcaram 2020.

Via CNN

Esta post foi modificado pela última vez em 28 de dezembro de 2020 11:09

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