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No último domingo (3), o bitcoin bateu um novo recorde. A moeda digital atingiu o valor de US$ 34.800 (R$ 183 mil em conversão direta). Esse valor é o maior desde 30 de dezembro, quando a criptomoeda saltou para US$ 28.599,99. Isso com certeza desperta o interesse do investimento em bitcoin.

No entanto, nesta segunda-feira (4), a moeda voltou a desvalorizar. Esse movimento, segundo traders, profissionais que ganham dinheiro com ações, aconteceu pela volatilidade da criptomoeda.  

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Mesmo assim, o ano passado foi mais que satisfatório para o bitcoin, já que a moeda mais que quadruplicou seu preço no decorrer dos últimos 12 meses.

Mas vale a pena investimento em bitcoin? Joseph Edwards, da corretora Enigma Securities, destaca que a criptomoeda ainda é um “ativo inevitavelmente volátil por sua natureza. Na maior parte, isso parece um movimento puramente técnico, sinalizado e causado por euforia de curto prazo”.  

Acredita-se que o que alimentou a alta do bitcoin foi a percepção de que ele poderia agir como uma proteção contra o risco de inflação à medida que governos e bancos tentar contornar o impacto econômico causado pela pandemia da Covid-19.  

O ano do bitcoin 

Não há como negar que 2020 foi o ano do bitcoin. Isso porque foi o período em que grandes empresas passaram a investir milhões e acreditar na criptomoeda, como é o caso da MassMutual, seguradora norte americana, que investiu US$ 100 milhões.  

Valorização do bitcoin ao longo dos anos. Imagem: Refinitiv/Reprodução

Em outro segmento, a empresa de pagamentos PayPal começou a permitir que seus usuários negociassem o bitcoin por meio de sua plataforma. 

No Brasil, algumas empresas já apostaram no sucesso do bitcoin. Após uma parceria firmada com a startup Bitfy, a credenciadora de cartões Cielo, Bradesco e Banco do Brasil, passaram a aceitar pagamentos com a moeda digital em 1,5 milhão de maquininhas espalhadas pelo país. 

Ao adequar-se ao serviço, basta o estabelecimento gerar um QR Code da venda, selecionando a opção crédito à vista. Para o cliente fazer o pagamento usando a criptomoeda, ele deverá usar o aplicativo da Bitfy, selecionando a opção de pagamento de valores com “Máquinas Cielo”, assim a câmera do dispositivo é acessada para que o código seja escaneado. Para que a transação seja autorizada, o cliente deve fazer o pré-cadastramento de uma senha. 

Investimento em bitcoin 

Antes de investir na criptomoeda, é importante entender que isso pode ser de alto risco. Isso porque, de acordo com especialistas – e com base no que foi visto nesses últimos dias – a moeda, apesar de se valorizar muito, também desvaloriza na mesma proporção.  

Um exemplo claro disse é que, em dezembro de 2017, por exemplo, o bitcoin valia cerca de R$ 70 mil. Em fevereiro de 2019, mais de um ano depois, seu valor estava estimado em R$ 10 mil.  

Em entrevista ao Uol, Bruno Ramos de Sousa, diretor jurídico e de compliance da Hashdex, disse que os investidores devem ter cautela com o bitcoin, principalmente por conta dessas grandes oscilações da criptomoeda. Ele aconselha que, dentro de uma carteira de investimentos, a moeda deva representar, no máximo 5% do total de ativos presentes. 

Processo de compra 

Para comprar o bitcoin, os investidores têm duas opções: diretamente e indiretamente. As duas se diferenciam apenas pela forma como a moeda é adquirida, se direto de corretoras ou por meio de fundos de investimento.  

No primeiro caso, por exemplo, o possível comprador procura uma corretora de criptomoedas, fecha o negócio, fornece o endereço de sua carteira para onde serão enviadas as moedas e, após verificada, a transação é concluída.  

No segundo caso, o usuário procura ajuda profissional para investir. Por exemplo, compra cotas de um fundo de realizar investimentos em moedas virtuais. Segundo especialistas, para quem não entende o funcionamento dos negócios entre indivíduos, o mais recomendado é começar pela compra com corretoras.  

Mesmo assim, é importante salientar que procurar informações sobre as corretoras antes de fechar negócios é bastante importante. Verificar informações básicas, como CNPJ, tempo de existência e termos de uso, pode ser o melhor caminho – mesmo que esses passos possam parecer coisas básicas.  

Além disso, cada uma das corretoras cobra taxas pela venda de criptomoedas. Analisar o que melhor se enquadra nos seus planos também é interessante antes de decidir por iniciar um investimento em bitcoin.

Armazenamento de bitcoin 

Antes de decidir pela compra de seus bitcoins, deve-se entender como armazená-los. Para isso, há duas opções: carteiras digitais e de hardware. Vale lembrar que, quem investe por meio de cotas, não precisa se preocupar com essa situação. Isso vale apenas para quem adquire a criptomoeda diretamente.  

As carteiras digitais são normalmente oferecidas por plataformas que negociam as criptomoedas. É bom ficar atento porque, em alguns casos, esse serviço pode ser cobrado. Por isso, pesquisar sobre a questão pode ser importante.  

Há também a carteira de hardware, que nada mais é do que uma carteira “física” para as criptomoedas. Trata-se de uma espécie de pendrive em que a criptomoeda fica armazenada. Apesar do benefício de não ser invadida por hackers, já que fica offline, há o risco de ser danificada, perdida ou esquecida em algum lugar, já que é um equipamento.  

Para evitar problemas com isso, é recomendado que, se essa forma de armazenamento for escolhida, uma cópia de segurança da carteira de criptomoeda seja feita. 

Via: Reuters/UOL