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[ATUALIZADO] Nesta terça-feira (5), o presidente do Instituto Serum, Adar Poonawalla, esclareceu que as vacinas produzidas na Índia podem ser exportadas para todos os países. No domingo (3), ele havia dito que a exportação estava proibida por enquanto, para priorizar a imunização de todos os indianos que integram o grupo de risco.

O que gerou confusão é que o laboratório só pretende exportar o imunizante daqui a dois meses e não vetar a sua venda para o exterior. A exportação poderá ser autorizada depois do governo indiano receber 100 milhões de doses do instituto.

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“Quero esclarecer duas questões, pois há confusão no domínio público: as exportações de vacinas são permitidas para todos os países e um comunicado conjunto esclarecendo quaisquer mal-entendidos com relação à Bharat Biotech será feito”, escreveu em sua conta no Twitter.

AstraZeneca/Oxford
Vacina da AstraZeneca/Oxford será produzida pelo Instituto Serum, da Índia. Foto: rawf8/Shutterstock

Também no domingo, o Brasil firmou um acordo com o Instituto Serum para a compra de 2 milhões de doses do imunizante, que seriam armazenadas pela Fiocruz. A expectativa é de que as primeiras doses comecem a chegar ao país ainda em janeiro.

O contrato foi chancelado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que autorizou a importação dos insumos pela Fiocruz. A fundação deve entrar com pedido para uso emergencial da fórmula até esta quarta-feira (6).

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Vacina Covaxin

Já a rede privada de saúde brasileira aposta em outra vacina indiana, a Covaxin, do laboratório Bharat Biotech. O imunizante recebeu autorização para uso emergencial na Índia no sábado (2).

A Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) informou estar negociando com o laboratório para garantir a aquisição de cinco milhões de doses do imunizante.

Os representantes da associação viajaram à Índia nesta segunda-feira (4) para conhecer a capacidade de produção do Bharat Biotech – estimada em 300 milhões de doses do imunizante – e seguir com as tratativas da compra.

Caso o processo para a aquisição das vacinas Covaxin avance a expectativa é de que as doses estejam disponíveis no mercado brasileiro em março.

Fonte: O Globo / Reuters