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O cronograma de vacinação contra a Covid-19 pode mudar em São Paulo mesmo antes de ter sido iniciado. A novidade, que está sendo discutida pelo Centro de Contingência do Coronavírus do governo Estadual, está relacionada à CoronaVac, vacina da chinesa Sinovac. O órgão cogita a aplicação de uma dose única da vacina, sendo que o comum são duas doses.

O objetivo seria acelerar a imunização no Estado, e em todo o Brasil, a depender do posicionamento final do Ministério da Saúde. A vacina, que será produzida em parceria com o Instituto Butantan, deve ter eficácia apresentada nesta quinta-feira (7), após os dados terem sido adiados por duas vezes. Dessa forma, a decisão pela dose única depende justamente da eficácia do remédio.

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Ainda, entretanto, não há decisões firmadas neste sentido, pois a proposta não foi apresentada ao Butantan, por enquanto.

Prós e contras da dose única

A sugestão de dose única pode apresentar alguns benefícios para a imunização no geral. Nesta linha de trabalho, seria possível a aplicação da vacina em mais pessoas do que o previsto inicialmente, e de forma ainda mais rápida. Este pode ser um ponto importante quando considerada a atual situação na Europa, onde faltam vacinas. Nesse sentido, alguns países da região já colocaram em prática os planos de dose única.

Segunda dose da CoronaVac poderá não ser aplicada em São Paulo. Foto: Brenda Rocha – Blossom/Shutterstock

Mas também há contras. A autorização de uso da CoronaVac, mesmo que emergencial, depende dos resultados apresentados pelos voluntários que tomaram duas doses. Assim sendo, testes adicionais seriam necessários se a ideia de dose única for sacramentada.

Tal possibilidade exigiria mais tempo para realização de testes e coleta de resultados antes do pedido de autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Além disso, todos os esforços da equipe estadual de saúde para a criação de um cronograma seriam descartados. Isto é, o plano que prevê a finalização da primeira fase da campanha até março teria que ser totalmente revisto. Atualmente, o governador João Dória mantém a data de 25 de janeiro para iniciar a vacinação em São Paulo.

imagem do centro da cidade de são paulo
Plano inicial é de começar a imunizar os paulistas em 25 de janeiro. Foto: ESB Professional/Shutterstock

Também vale lembrar que todo o plano pode ser atrasado se variantes do vírus prevalecerem e a fórmula das vacinas atuais não forem suficientes para este combate. Embora a afirmação de que os imunizantes que estão sendo produzidos ao redor do mundo sejam eficientes deste ponto de vista, já se ouve falar sobre uma variante sul-africana que pode mudar esta ideia.

Via: Folha de S.Paulo