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A Microsoft parece estar trabalhando em um meio de permitir a criação de uma “simulação” de uma pessoa real, no formato de um chatbot. Uma patente da empresa, revelada pelo site Protocol,  prevê um sistema que captura conteúdo digital de um usuário (“imagens, dados de voz, postagens em mídias sociais, mensagens eletrônicas e cartas”) e aplicar aprendizado de máquina para treinar um robô a imitar como essa pessoa soaria.

O objetivo por trás de um chatbot eficiente é que o software simule o comportamento humano natural em uma conversa. A ideia é vencer o Teste de Turnig, de maneira que o robô responda às perguntas de forma a dar a impressão de que se trata de uma pessoa, não de um programa de computador.

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Mas a o plano da Microsoft vai além. Ao usar conteúdo criado pela própria pessoa para compor a simulação, a empresa pode desenvolver um sistema que permitiria, por exemplo, criar um avatar de uma pessoa já morta. É como quando o Jor-El, pai do Super-Homem, criou o cristal que contém todo conhecimento kryptoniano para que o herói pudesse consultar na Fortaleza da Solidão, utilizando uma interface que lhe seria familiar: a imagem do próprio pai.

Não à toa, Marlon Brando também já tinha morrido quando voltou a interpretar o chatbot do Jor-El em “Superman: O Retorno”, de 2006. Imagem: Warner Bros. Pictures/Divulgação

“Os dados sociais podem ser usados para criar ou modificar um índice especial no tema da personalidade de uma pessoa específica. O índice especial pode ser usado para treinar um chatbot que replicaria a personalidade da pessoa específica”, explica o texto da patente. A Microsoft ainda considera usar modelos 2D ou 3D da pessoa replicada, usando imagens e vídeos de arquivo.

As aplicações para essa tecnologia são muitas. Desde ajudar a criar modelos de chatbot mais eficazes, ao replicar a personalidade de um atendente, por exemplo, até o desenvolvimento de avatares de pessoas famosas que podem ser expostos em museus. Imagina só montar um banco de dados com todas as cartas de Napoleão Bonaparte para criar um robô do general francês que pudesse conversar com os visitantes? Ou de Albert Einstein? O ganho educacional seria imenso.

No documento da patente, a Microsoft descreve o uso da ferramenta para a recriação de uma celebridade, figura histórica e até para um personagem fictício – desde que se tenha dados sociais o suficiente. A empresa também sugere que o sistema pode ser utilizado para amigos, parentes ou conhecidos, alimentado por dados de redes sociais, informações retiradas de perfis online e até dados de geolocalização.

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Via: Protocol