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Na terça-feira (5), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que restringe transações com oito aplicativos chineses. Dentre os afetados estão o Alipay, plataforma de pagamento do Ant Group, e o WeChat Pay, da Tencent. 

Agora, o Departamento de Comércio dos EUA terá 45 dias para colocar a medida em prática. A ordem executiva foi assinada com o objetivo de barrar quaisquer transações com “pessoas que desenvolvem ou controlam” os aplicativos Alipay, CamScanner, QQ Wallet, SHAREit, Tencent QQ, VMate, WeChat Pay, WPS Office e suas subsidiárias. 

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Para justificar sua decisão contra os apps, Trump afirma que a China usa esses meios para “coleta de dados em massa” para avançar sua agenda econômica e de segurança nacional, além de dizer que os aplicativos colocavam os americanos em risco.  

“Os Estados Unidos avaliaram que vários aplicativos chineses capturam automaticamente grandes faixas de informações de milhões de usuários nos Estados Unidos, incluindo informações confidenciais de identificação pessoal e informações privadas”, descreve a ordem.  

Apesar do documento informar que o Departamento de Comércio dos EUA tem 45 dias para agir e cumprir as determinações descritas, o órgão informa que planeja realizar a implementação antes do fim desse prazo – antes mesmo de 20 de janeiro, data em que o mandato do presidente americano se encerra.  

No entanto, a medida também pode prejudicar diretamente o presidente eleito, Joe Biden, que indicou recentemente que deseja recalibrar as políticas dos Estados Unidos em relação à China, ao mesmo tempo em que continua pressionando o país em algumas questões.  

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Guerra de Trump contra apps chineses

Em uma entrevista coletiva nesta quarta-feira (5), Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, criticou a decisão de Trump e disse que este é “outro exemplo de intimidação americana e comportamento hegemônico, que estendeu demais o conceito de segurança nacional, abusou do poder nacional e suprimiu injustificadamente empresas estrangeiras”.  

Ela ainda acrescenta que o país “certamente tomará as medidas necessárias para salvaguardar os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas”. 

Via: New York Times