No próximo dia 25, o Governo de São Paulo pretende iniciar a campanha estadual de vacinação contra a Covid-19 – num esquema que mobilizará 77 mil profissionais de saúde e segurança. Para que essa logística possa funcionar, a Secretaria Estadual da Saúde confirmou nesta terça-feira (12) que fará um pré-cadastro com as pessoas que receberão a imunização.

“Detalhes e todas as orientações à população serão passadas pela secretaria previamente ao início da campanha, visando ao êxito do Plano Estadual de Imunização”, afirma a nota do governo, segundo a Folha de S. Paulo. Um sistema acompanhará e fiscalizará todas as fases da vacinação, do pré-cadastro até a aplicação das doses.

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A primeira fase da campanha de vacinação contra Covid-19 prevê vacinar nove milhões de pessoas em São Paulo, com profissionais da saúde, idosos, indígenas e quilombolas entre os grupos prioritários. “Neste momento, temos 10,8 milhões de doses já disponíveis e a única vacina disponível em solo brasileiro é a Coronavac”, afirmou o Secretário Executivo de Saúde, Eduardo Ribeiro.

CoronaVac
Eficácia geral da Coronavac, divulgada nesta terça-feira (12), é de 50,38%; vacinação contra Covid-19 começa dia 25 de janeiro. Foto: Instituto Butantan/Divulgação

O plano de vacinação contra a Covid-19 prevê a produção semanal de dois milhões de doses, transportadas em caminhões refrigerados e equipados para monitoramento de temperatura, rastreabilidade por radiofrequência, equipe de apoio, além de uma auditoria independente sobre todo volume de carga movimentada.  De acordo com a secretaria, 70 rotas deverão ser percorridas semanalmente.

Ao todo, serão mobilizados 77 mil profissionais, sendo 52 mil da saúde e 25 mil policiais que atuarão desde as etapas de armazenamento, envio de doses e insumos às regiões e municípios, até a aplicação das vacinas 5,2 mil postos de vacinação. O governo ainda trabalha com a possibilidade de expandir a rede para até 10 mil locais, com o uso de escolas, quartéis da PM, estações de trem e terminais de ônibus, farmácias e sistemas drive-thru.

Via: Folha de S. Paulo