EnglishPortugueseSpanish

Na última segunda-feira (11), a rede social Parler, utilizada por apoiadores do presidente norte-americano Donald Trump para planejar a invasão ao Capitólio, saiu do ar. Isso ocorreu após o serviço ter sua hospedagem na Amazon Web Services (AWS) suspensa. 

No entanto, antes do acesso ser impedido via navegador web e aplicativos, uma hacker independente, identificada como @donk_enby, decidiu compilar e armazenar todas as postagens feitas na rede social em 6 de janeiro, dia do tumulto no Capitólio.  

publicidade

O objetivo dessa iniciativa era o de criar um registro público e duradouro sobre as postagens do ocorrido – já que a hacker sabia que o aplicativo seria removido em breve.

Isso porque a Apple e Google anunciou que o Parler seria removido de suas lojas de apps porque não moderou adequadamente postagens que incentivavam a violência e o crime.  

Com pouco menos de quatro dias para realizar todo o trabalho proposto, a hacker afirma que conseguiu armazenar cerca de 99,9% de todo o conteúdo postado no dia 6. Dentre o que foi coletado, estão cerca de 1,1 milhão de URLs de vídeos postados na plataforma.  

“Esses são arquivos brutos originais não processados que foram carregados no Parler, todos contém os metadados associados”, disse ela. Isso quer dizer que, além dos vídeos, os arquivos possuem dados de GPS apontando para os locais onde os clipes foram feitos.  

Para comprovar isso, ela compartilhou uma captura de tela mostrando a posição GPS de um vídeo específico, com coordenadas de latitude e longitude.  

No entanto, @donk_enby fez questão de deixar claro que só compilou informações que estavam publicamente disponíveis por meio da versão de navegador do Parler – e que dados como mensagens privadas não fizeram parte desse processo.  

Além disso, foi informado que nenhum endereço de e-mail, número de telefone ou informação financeira foi coletada, a menos que tenha sido postada deliberadamente por usuários da rede social.  

Implicações de segurança  

A ideia de que hackers independentes podem ter fácil acesso a arquivos de uma rede social, independentemente de suas práticas, é bastante preocupante. No entanto, o trabalho desempenhado está ajudando alguns pesquisadores de segurança, como do Center for Cybersecurity da New York University. 

Além disso, os arquivos servirão como um apanhado de provas contra as pessoas que participaram da invasão e podem ajudar investigadores federais na tarefa de rastrear também os envolvidos indiretamente na ação – como os responsáveis por incitar o tumulto. 

Atualmente, a plataforma está fora do ar e não há qualquer indicação de quando voltará a operar. Isso deve ocorrer apenas quando a empresa por trás do serviço se comprometer a moderar signficativamente a quatidade crescente de discurso violento em todo o site.

Via: Screenrant/Gizmodo