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Em coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (14), Edson Aparecido, titular da Secretaria Municipal da Saúde, declarou que a campanha de vacinação contra a Covid-19 em São Paulo não terá um critério para organização por prioridade. “O idoso chegou, ele será vacinado”, disse.  

Estima-se que a capital pode ter até três mil postos de vacinação. Esse número dependerá do número de doses disponíveis e que serão recebidas por cada município. Mesmo assim, nesse início, a cidade de São Paulo será “porta aberta” com a imunização.  

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“O idoso, estando dentro do critério [de prioridade] estabelecido pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde, chega na unidade, ou nós vamos até onde ele está, e será vacinado. Colocar mais critério, ao invés de evitar aglomeração, que é o nosso objetivo, ao ter uma rede capilarizada, pode causar aglomeração”, comenta o secretário.  

Ao todo, serão mil postos fixos de vacinação – os outros dois mil serão coordenados pelas localidades fixas. No entanto, Aparecido não informou quais localidades receberão unidades dos chamados postos satélites.  

“Vamos abrindo e divulgando os postos satélites na medida da quantidade de vacinas que nós formos recebendo”, comenta.  

Por fim, o plano de vacinação não deve ser exclusivo dos postos de saúde. O secretário afirma que outras opções para imunização podem ser adotadas – como aplicação em sistema drive thru, espaços dedicados em praças, shoppings, terminais de ônibus e comércios.

Capacidade de vacinação contra Covid-19

Segundo secretário, campanha de vacinação em SP não terá critério para vacinação de prioridade. Foto: FG Trade/iStock

Recentemente, a gestão Bruno Covas afirma que a cidade de SP tem a capacidade de vacinar 600 mil pessoas diariamente contra a Covid-19. Apesar disso, detalhes sobre o plano de imunização não foram divulgados.  

No entanto, o que se sabe é que 15 milhões de materiais, entre seringas e agulhas, foram comprados pelo município. Além disso, 27 mil profissionais de saúde e auxiliares participarão da campanha de aplicação do imunizante.  

Ainda na quinta, o prefeito Bruno Covas revelou que assinaria um ofício que solicita ao Ministério da Saúde que profissionais da educação sejam colocados no grupo prioritário para receber o imunizante. 

Via: Folha