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Quando uma estrela chega ao fim de sua vida, passa por um processo seguido de uma grande explosão chamado supernova. Conforme a onda de choque resultante viaja pelo espaço, uma remanescente é criada e pode existir por milhares de anos. Um desses vestígios foi encontrado e faz parte de um fenômeno que ocorreu há 1.700 anos.  

Para determinar a idade da onda remanescente, os pesquisadores do Telescópio Hubble – responsáveis também por fotografar o vestígio – compararam o acontecido com imagens tiradas com dez anos de intervalo.  

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Com isso, foi possível ver como os aglomerados de material ejetado, também conhecido como nós, estavam se espalhando com o tempo. Executando cálculos de trajetória, os pesquisadores determinaram a hora que a supernova deve ter ocorrido.  

Este resultado difere de tentativas anteriores de identificar a idade do remanescente, que usava informações de câmeras diferentes. Ao usar os dados de um mesmo equipamento, a nova indicação é mais precisa.  

“Um estudo anterior comparou imagens tiradas com anos de intervalo com duas câmeras diferentes do Hubble, a Wide Field Planetary Camera 2 e a Advanced Camera for Surveys (ACS)”, explica Danny Milisavljevic, líder de pesquisa e membro da Purdue University.  

“Mas nosso estudo compara dados obtidos com a mesma câmera, a ACS, tornando a comparação mais robusta; os nós eram muito mais fáceis de rastrear usando o mesmo instrumento. É uma prova da longevidade do Hubble o fato de podermos fazer uma comparação tão clara de imagens tiradas com dez anos de intervalo”, completa.  

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Estrela de nêutrons 

Quando a supernova ocorre, além da onda resultante, o fenômeno também enviou o coração da estrela pelo espaço. Os pesquisadores conseguiram identificar um objeto com as mesmas características da explosão, mas ainda não têm certeza se é o que estão procurando.  

“Investigações mais recentes questionam se o objeto é realmente a estrela de nêutrons sobrevivente da explosão da supernova. É potencialmente apenas um amontoado compacto de material ejetado, e nossos resultados geralmente apoiam essa conclusão”, comenta John Banovetz, outro envolvido no estudo.   

Via: Digital Trends