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No último domingo (17), o site da rede social Parler voltou ao ar com uma mensagem do CEO da plataforma, John Matze. “Olá mundo, isto aqui ainda está ligado?”, diz. O aplicativo da Parler, banido da App Store e Google Play, continua fora do ar.

Página da Parler informa que planeja receber usuários de novo “em breve”. Imagem: Parler/Reprodução

Na mensagem, Matze declara que a “privacidade é soberana e o discurso livre é essencial, especialmente em uma rede social”. A meta da plataforma, de acordo com o CEO, sempre foi proporcionar uma espécie de praça pública apartidária. “Vamos resolver todos os desafios que encontrarmos e planejamos dar as boas-vindas a todos em breve”, conclui.

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A CNN apurou que, a partir de agora, o Parler será hospedado pela Epik, uma companhia conhecida por oferecer suporte a outros espaços usados pela extrema-direita, como o Gab e o 8chan. O executivo revelou à Fox News que o Parler pode ser reativado ainda em janeiro.

Amazon suspendeu serviço de hospedagem à Parler

Parler
Apesar do site ter sido reativado, não há uma nova data para a rede social “voltar a funcionar”. Imagem: viewimage/Shutterstock

Vale lembrar que a Amazon deixou de oferecer seus serviços de hospedagem à Parler no início de janeiro. A justificativa foi que a empresa não podia manter o suporte a “um cliente incapaz de identificar e efetivamente remover conteúdo que encoraja ou incita a violência”. O bloqueio veio logo após a decisão da Apple e do Google de remover a Parler de suas lojas de aplicativos.

A Parler chegou a processar a Amazon pela decisão. Em resposta, a companhia anexou detalhes que comprovam o compartilhamento de conteúdo violento e ameaças na plataforma.

Lançada em 2018, a Parler é uma das plataformas associadas ao grupo de extremistas que planejou e participou dos ataques ao Capitólio, nos EUA. A rede social acabou ganhando popularidade entre os conservadores graças a suas políticas de moderação mais flexíveis.

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Vídeos da invasão ao Capitólio

A ProPublica, uma redação independente que produz jornalismo investigativo de interesse público, publicou nesta segunda-feira (18) mais de 500 vídeos gravados em Washington. O material comprova o comportamento violento do grupo de apoiadores de Trump antes e durante a invasão ao Capitólio.

A fonte do conteúdo é um programador anônimo. Ele arquivou mais de um milhão de vídeos compartilhados originalmente no Parler.

Via: The Verge, CNN, Fox News, ProPublica