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No último domingo (17), a primeira brasileira foi vacinada contra a Covid-19 em território nacional. Na ocasião, a enfermeira Monica Aparecida Calazans foi imunizada contra a doença. Após cerca de dois dias da aplicação da CoronaVac , a profissional de saúde disse que não sentiu qualquer efeito colateral ou apresentou sintomas adversos.

Monica não sabia que seria a primeira vacinada brasileira até poucas horas antes do acontecido, que ocorreu por volta das 15h30 do domingo. “A diretoria recebeu uma ligação afirmando que eu iria tomar a primeira dose no Brasil. Não sabia que estava na lista [do governo]. Só tive tempo de alinhas as ideias, avisar uma colega de plantão e ir ao local do evento”, disse.  

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Da noite para o dia, a enfermeira ganhou destaque não só no Brasil, mas também internacionalmente. Por conta disso, ela afirma que mais de 300 contas do Twitter falsas foram criadas em seu nome.  

Em uma dessas contas, por exemplo, há a informação de que a profissional de saúde passou o fim do ano em uma praia, em meio a aglomerações. “Já estou resolvendo este problema com eles [Twitter]”.  

Monica, que atua desde março de 2020 na linha de frente de combate à doença na UTI do Instituto Emílio Ribas, afirma que “antes mesmo do início [da quarentena], já trabalhava me protegendo com máscara, luva, mantendo a limpeza. Dentro do Emílio Ribas o que não falta é EPI. É mais fácil eu me preocupar na rua do que dentro do hospital”.  

Aglomerações no fim do ano 

Na unidade em que trabalha, Monica afirma que houve um aumento significativo no número de atendimentos de jovens entre 20 e 24 anos com a doença. Ela disse que esse aumento ocorreu após as festas de fim de ano.  

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Em um desabafo, ela comenta sobre as pessoas que se aglomeram em eventos clandestinos. “Isso é lamentável. A pessoa que se aglomera faz isso porque não teve casos na família. Quando ela vê uma pessoa próxima no leito, por causa do vírus, suplicando por oxigênio, aí não aglomera mais. Algumas pessoas precisam sentir na pele a dor para ter consciência”, diz.  

Apesar disso, a enfermeira se diz otimista que o Natal deste ano seja diferente. Ela acredita que as pessoas poderão voltar a celebrar juntas, sem medo da doença. “Minha expectativa é a de que as coisas vão melhorar. Se todo o Brasil se vacinar, teremos um Natal diferente de 2020, com amigo secreto, na casa dos parentes, com abraço. Se Deus ajudar, pode acontecer antes, vamos torcer. Torço muito para isso”, finaliza. 

Via: Folha de São Paulo