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Nesta quarta-feira (20), a SpaceX enviou ao espaço sua décima sétima missão Starlink, batizada de Transporter-1. O lançamento levou 60 satélites para que se juntem aos mais de 950 pequenos dispositivos do tipo que já estão em órbita. O voo foi feito pelo foguete Falcon 9, que partiu do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.  

Cerca de oito minutos após o início do voo, a SpaceX recuperou o impulsionador do foguete, que já voou oito vezes. Ele foi usado para dois lançamentos em 2019, quatro viagens do projeto Starlink em 2020 e para entregar um satélite para s SiriusXM no fim do ano passado. 

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Uma hora depois do lançamento, os pequenos satélites foram lançados em órbita. Por algumas semanas, eles estarão juntos em órbita baixa. No entanto, com o passar do tempo, começam a se separar e serão impulsionados para o lugar previsto pela SpaceX. 

O lançamento de hoje estava originalmente previsto para a última segunda-feira (18), mas foi adiado duas vezes devido às condições climáticas.  

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Planos de Elon Musk  

O fundador da SpaceX, Elon Musk, disse que esperava ter 1.500 satélites Starlink em órbita até o fim de 2020. No entanto, isso não ocorreu.  

O objetivo da crescente constelação de satélites é o de fornecer internet rápida e acessível até mesmo para partes remotas do planeta. Para uma “cobertura quase global”, a empresa espera obter da Comissão Federal de Comunicações (FCC) autorização para operar 42 mil dispositivos do tipo – atualmente, a companhia pode operar até 12 mil.  

A rede Starlink foi projetada para oferecer velocidades de download de até 1 gigabit por segundo. Obviamente a velocidade, na prática, vai depender de fatores como a quantidade de satélites em órbita, do número de clientes conectados à rede, etc.  

Em um teste feito em conjunto com o exército dos EUA em 2018, usando dois satélites Starlink para transmitir dados para um terminal a bordo de um avião de carga, a SpaceX conseguiu uma velocidade de 610 Megabits por segundo. 

Atualmente, o sistema está em testes e algumas pessoas do noroeste dos Estados Unidos já têm acesso à novidade. Agora, a SpaceX planeja começar a implementar seu sistema de conexão no Canadá e interior da Inglaterra.  

Enquanto a fase de testes está em curso, os interessados – e que moram nas áreas em que a conexão está sendo usada – devem pagar US$ 99 por mês (R$ 525 em conversão direta), além de desembolsar US$ 499 (R$ 2.650) para compra de um kit composto por um roteador Wi-Fi e um terminal para se ligar aos satélites. Não há informações de quando o serviço estará disponível para todos.  

Atualizado em 20/01 – 11h40

Via: Starlink Mission