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Google e imprensa francesa anunciam acordo para remuneração por conteúdo

O Google e a L’Alliance de la Presse d’Information Générale (APIG, Aliança da Imprensa de Informação Geral) entidade francesa que representa cerca de 300 veículos de imprensa, chegaram a um acordo para remunerar seus membros pelo uso de trechos de conteúdo em serviços como o News Showcase.

Há muito o Google vem lutando na justiça, em vários países, para não ter de pagar os produtores pelo uso de seu conteúdo. A empresa afirma que o tráfego gerado para os sites dos veículos compensa o uso do material. Já os portais, jornais e revistas afirmam que o Google lucra com seu material sem remuneração justa em troca.

Em alguns países, como a Espanha e Austrália, o Google preferiu tirar do ar seu serviço de notícias para não ter de pagar às empresas de mídia e gerar um precedente. Em outros, como na Alemanha, conseguiu convencer a justiça de que os pagamentos não são necessários.

Segundo o Google, mais de 450 parceiros de todo o mundo, incluindo o Brasil, participam do News Showcase. Imagem: Google

Os termos dos acordos, que serão realizados individualmente com cada veículo, e os valores pagos pelo Google não foram revelados. Mas segundo um porta-voz da APIG, mais de 120 de seus membros serão beneficiados. Segundo o Google, já foram estabelecidos acordos individuais com os três maiores jornais da frança, o Le Monde, Le Figaro e o Libération.

Isso inclui veículos online que tem certificação IPG (Service de presse en ligne d’information politique et générale, Serviço de imprensa online de informação política e geral), o que inclui qualquer um que tenha “ao menos um jornalista responsável em sua equipe e o propósito de criar conteúdo permanente e contínuo que ofereça informação política e geral para uma audiência ampla e variada”.

“Estes acordos cobrirão os direitos associados das editoras, e permitirão sua participação no News Showcase, um novo programa de licenciamento recentemente lançado pelo Google que dará ao leitor acesso a um conteúdo rico”, disse o Google, que inicialmente pretende investir US$ 1 bilhão (R$ 5,37 bilhões) no programa.

A empresa afirmou que está aberta a negociações com empresas que não são parte da APIG. E enfatizou que a lei francesa e a diretiva de copyright da União Europeia não exigem consentimento do autor para o uso de links ou “trechos muito curtos”, e que está pagando pelo uso de conteúdo que vai além desta definição.

Fonte: TechCrunch

Esta post foi modificado pela última vez em 21 de janeiro de 2021 16:40

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Publicado por
Rafael Rigues