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Desde a transição para a plataforma Intel, os Macs se tornaram conhecidos por oferecer o “melhor de três mundos”. Em uma mesma máquina era possível rodar tanto o mac OS quanto o Windows e distribuições Linux (em uma configuração dual-boot), ou mesmo múltiplos sistemas simultaneamente usando uma solução de virtualização como o Parallels. Mas os novos Macs equipados com o chip M1, desenvolvido pela própria Apple, são diferentes.

Como são baseados na mesma arquitetura ARM usada pelos iPhones e iPads, não conseguem rodar nativamente os sistemas operacionais desenvolvidos para os processadores Intel. São necessárias novas versões, feitas sob medida para o novo chip.

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Em novembro um desenvolvedor conseguiu rodar em um Mac com processador M1, sob virtualização, uma versão ARM do Windows 10, feita para rodar nos tablets Surface Pro X. E agora é a vez do Linux.

A equipe da Corellium conseguiu portar o Linux para a arquitetura M1. Segundo Chris Wade, CTO da empresa, o sistema já é “totalmente usável” e roda a partir de um disco USB. A interface de rede nativa ainda não funciona, mas é possível usar um adaptador de rede USB C.

Gráficos também funcionam, mas sem aceleração por hardware devido à falta de drivers para a GPU. Mas já é o suficiente para rodar o ambiente desktop do Ubuntu 20.10 “Groovy Gorilla”. As mudanças (patches) no kernel Linux já estão disponíveis em um repositório da Corellium no Github, e um tutorial de compilação e instalação do sistema será publicado em breve.

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Curiosamente, o processo de carga do Linux usa o “pongoOS”, um bootloader que é parte do jailbreak checkra1n. Ele é carregado primeiro, usando um “exploit” chamado checkm8 descoberto em 2019, e o kernel Linux é carregado em seguida. Vale frisar que, apesar de o pongoOS ser um componente do checkra1n, não é necessário fazer jailbreak do computador de nenhuma forma para carregar o Linux.

Atualmente os únicos Macs equipados com processador M1 são o Macbook Air, Macbook Pro de 13” e Mac Mini. A Apple irá migrar toda a linha de computadores, incluindo os Mac Pro, para a nova arquitetura, processo que pode levar até dois anos.

Fonte: Apple Insider