Nesta sexta-feira (22), o bitcoin enfrentou sua diminuição semanal mais acentuada desde setembro do ano passado. Ao todo, até o momento, a criptomoeda apresentou uma queda de 11% nos últimos sete dias – a maior desde a baixa de 12% enfrentada no nono mês de 2020.  

O motivo para isso, segundo alguns traders – profissionais que ganham dinheiro com ações -, pode estar ligado a uma revelação feita no Twitter pela empresa de pesquisa e monitoramento BitMEX Research. A companhia afirmou que um erro ocorrido na cadeia blockchain da criptomoeda foi o responsável por processar uma negociação em duplicidade.  

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Em resumo, o que aconteceu é que um usuário conseguiu negociair seus bitcoins duas vezes. No entanto, apesar da revelação, não há confirmação do ocorrido.  

Outro fator que pode ter contribuído para o fenômeno é o fato de que Joe Biden, novo presidente dos Estados Unidos, interrompeu todos os processos envolvendo a regulamentação da criptomoeda. Isso porque, segundo ele, sua equipe econômica precisa analisar as propostas implementadas pelo governo de Donald Trump.  

Além disso, Janet Yellen, a escolha de Biden para chefiar o Tesouro dos Estados Unidos, demonstrou preocupação que as criptomoedas pudessem ser usadas para financiar atividades ilegais. Isso faz com que, possivelmente, a regulamentação demore um pouco para ser implementada – pelo menos até que o governo reavalie os possíveis riscos.  

Riscos do bitcoin 

Apesar de ter um histórico de valorização em 2020, a criptomoeda pode ser um investimento de risco. Isso porque, de acordo com especialistas do setor, o bitcoin é muito volátil. 

Mesmo assim, o ano passado foi mais que satisfatório para a criptomoeda, já que o ativo mais que quadruplicou de preço no decorrer dos últimos 12 meses. 

Mas vale a pena investimento em bitcoin? Joseph Edwards, da corretora Enigma Securities, destaca que a criptomoeda ainda é um “ativo inevitavelmente volátil por sua natureza. Na maior parte, isso parece um movimento puramente técnico, sinalizado e causado por euforia de curto prazo”.   

Acredita-se que o que alimentou a alta do bitcoin foi a percepção de que ele poderia agir como uma proteção contra o risco de inflação à medida que governos e bancos tentar contornar o impacto econômico causado pela pandemia da Covid-19.   

Via: Reuters