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Em muitas capitais do país, a campanha de vacinação contra a Covid-19 que começou oficialmente nesta quarta-feira (20) já tem data para acabar. Segundo levantamento da Folha de São Paulo, 17 das 27 capitais (incluindo o Distrito Federal) planejam encerrar a primeira onda da vacinação de grupos prioritários até 31 de janeiro, por um motivo simples: o estoque do imunizante está acabando.

Goiânia e Recife tem um prazo maior para encerramento da primeira fase, três semanas. As oito capitais restantes não tem previsão. 6 milhões de doses da Coronavac, produzidas pelo Instituto Butantan e a pela farmacêutica chinesa Sinovac, foram distribuídas às cidades nesta semana, sendo 1,4 milhão alocados para as capitais.

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No curto prazo, o governo tem garantidas mais 6,8 milhões de doses. 4,8 milhões da Coronavac já estão prontas no Instituto Butantan, que aguarda autorização da Anvisa para distribuição. Outros 2 milhões de doses da Covishield, a “vacina de Oxford”, estão vindo da Índia e devem chegar ao Brasil nesta sexta-feira.

Mas após estes lotes, não há previsão de mais doses. O Instituto Butantan aguarda a chegada de 11 mil litros do IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) que estão em Pequim, e serão usados como matéria-prima para mais 18,3 milhões de doses da Coronavac.

Ingredientes Moderna e Pfizer
Profissional da saúde com vacina. Imagem: PhotobyTawat/Shutterstock

Já no caso da vacina de Oxford, o Governo Federal firmou um contrato de R$ 1,9 bilhão com a AstraZeneca para aquisição de 100,4 milhões de doses prontas da Covishield, além da transferência da tecnologia de produção do IFA para a Fiocruz. Pelo contrato, metade das doses deveria chegar ao Brasil até abril, com o restante até julho.

Numa tentativa de lidar com a escassez de vacinas, todas as capitais estão seguindo a orientação de priorizar os profissionais de saúde que atuam diretamente no combate à Covid-19, a chamada “linha de frente”, além de idosos que vivem em instituições de longa permanência. Seis capitais também incluem a população indígena na lista.

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Algumas cidades, como o Rio de Janeiro, optaram por reservar metade das doses que receberam para a segunda aplicação da vacina, que deve ocorrer 15 dias após a primeira. Outras, como São Paulo, optaram por usar todas as doses com base em indícios de que a vacina ainda é eficaz mesmo com um intervalo maior entre as doses.

Vacinação de idosos em São Paulo

A capital paulista começou a vacinação de idosos nesta quinta-feira (21), inicialmente com os residentes de instituições de longa permanência. Ao todo serão vacinadas 15 mil pessoas, incluindo os residentes acima dos 60 anos e funcionários dos locais.

A ILPI São Miguel, em São Miguel Paulista, zona leste da capital foi a primeira instituição a receber a vacina. Além dos 27 idosos residentes, também foram vacinados 28 funcionários. O primeiro a receber a Coronavac foi Antonio Pasinato, 77 anos, que já teve Covid-19.

A cidade tem 14 asilos municipais, com 480 vagas para idosos acima de 60 anos. Segundo a Secretaria Municipal da Assistência Social, 447 delas estão ocupadas.

Fonte: Folha de São Paulo