Dados mais recentes sobre a variante britânica da Covid-19, conhecida como B117, indicam que ela não só seja é mais transmissível como também tem a capacidade de desenvolver a doença de maneira mais grave – e levar a mais mortes. A informação confirmada pelo diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci, durante o Fórum Econômico Mundial, nesta segunda-feira (25).

Fauci é o principal pesquisador de doenças infecciosas dos EUA, e lidera os esforços de combate à pandemia da gestão Biden. Por videoconferência, o médico debateu com outros especialistas medidas para que empresas e governos possam aumentar sua colaboração nos esforços de recuperação da Covid-19.

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“As vacinas que estamos usando agora serão boas contra a mutação da África do Sul [conhecida como B1351] e do Reino Unido”, explicou Fauci. “Dito isso, esta é uma situação em evolução, então o que precisamos fazer, e estamos fazendo, é criar versões atualizadas da vacina que poderiam abordar essas variantes”, completou.

No último domingo, no programa “Face the Nation”, da emissora norte-americana CBS, Fauci também foi perguntado sobre a ameaça das variantes. “O vírus que tem circulado predominantemente no Reino Unido tem um certo grau de aumento no que chamamos de ‘virulência’, ou seja, o poder de causar mais danos, incluindo a morte”, afirmou o infectologista.

De acordo com Fauci, a variante sul-africana, em particular, se mostrou mais resistente às vacinas – “particularmente seu impacto negativo em alguns dos anticorpos monoclonais que foram administrados para tratamento, que pode, em alguns aspectos, destruir sua eficácia”. Por isso, o infectologista enfatizou a importância de se obter a segunda dose da vacina no tempo sugerido para garantir a proteção contra o vírus e suas mutações.

“Não se consegue eficácia total sem a segunda dose. E quando você atrasa isso, pode ajudar a selecionar mutações mais resistentes do vírus. Esse não é o caso agora, as vacinas atuais são eficientes, mas pode ser arriscado”, alertou Fauci.

O médico, que comandou os primeiros esforços contra a Covid-19 nos EUA, ainda sob a presidência de Donald Trump, acabou sendo cada vez mais afastado por discordar da linha de ação da Casa Branca. Com Biden, Fauci voltou ao centro do combate à pandemia no País, e criticou no Fórum Econômico Mundial a politização da doença.

“É extremamente problemático lidar com uma crise de saúde pública quando você está no meio de uma divisão no país”, disse ele. “Quando as questões de saúde pública se tornam politicamente carregadas – como quando usar uma máscara ou não se torna uma declaração política – você não pode imaginar o quão destrutivo isso é para qualquer mensagem unificada de saúde pública”, afirmou o médico.

Via: CBS News

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