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Cientistas australianos desenvolveram uma tecnologia que permite fabricar ossos artificiais com células vivas utilizando uma tinta especial e uma impressora 3D. A técnica de bioimpressão produz estruturas ósseas que “calcificam em questão de minutos”.

O processo funciona basicamente como a fabricação de blocos de construção em forma de tecidos ósseos, revelou o doutor Roohani, um dos criadores da novidade. A tinta cerâmica feita de fosfato de cálcio é formulada para se solidificar rapidamente e sem toxicidade quando exposta aos fluidos corporais de um paciente.

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Impressora 3D
Técnica de bioimpressão em 3D produz implantes ósseos com células vivas. Imagem: asharkyu/Shutterstock

Essa é a primeira vez que esse material é criado com sucesso em temperatura ambiente. Até então, de acordo com Roohani, para produzir um implante capaz de reparar tecidos ósseos era preciso ter acesso a um laboratório preparado para fabricar essa estrutura utilizando fornos de alta temperatura e compostos químicos tóxicos.

Se bem sucedida, essa tecnologia pode ser explorada para diversas aplicações clínicas, onde existe uma grande demanda por implantes para reparação de defeitos estruturais causados por traumas ou doenças como o câncer.

O professor Kristopher Kilian, que ajudou Roohani a desenvolver essa tecnologia, declarou que o procedimento produz inicialmente um material seco. Em seguida, essa estrutura é levada até uma clínica onde o implante artificial é higienizado e preparado para receber células vivas em forma de colágeno.

Tratamento inovador para doenças ósseas

Osteoporose estágio 4 de 4 - ossos do membro superior - renderização 3d
Técnica pode ser utilizada no futuro para o tratamento de doenças ósseas. Imagem: Crevis/Shutterstock

Empresas do ramo de tecnologia médica e cirurgiões já demonstram interesse na novidade. O professor Killian diz que esse novo processo de impressão de implantes em 3D pode abrir espaço para novas formas de tratamento e reparo de tecidos ósseos no futuro: “Imagino que um dia, um paciente que necessite de um enxerto ósseo possa entrar em uma clínica onde a estrutura anatômica do osso será captada e traduzida para uma impressora 3D.”

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“Podemos ir diretamente no osso, onde existem células, vasos sanguíneos e gordura, e imprimir uma estrutura que também contém células vivas. Ainda não existem tecnologias capazes de fazerem isso”, acrescentou Kilian.

O próximo passo da pesquisa é uma nova fase de testes em animais para estabelecer se as células vivas continuam se desenvolvendo depois de implantadas em um tecido ósseo orgânico.

Fonte: EurekaAlert

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