Há pouco menos de dois anos, em maio de 2019, o programa Starlink enviou 60 satélites ao Espaço para começar sua rede global de internet via satélite. A ideia foi do segundo homem mais rico do mundo Elon Musk, dono da Tesla e da SpaceX.

A resposta veio pouco mais de um ano depois, quando Jeff Bezos, dono da gigante Amazon e da Blue Origin, anunciou o Projeto Kuiper. O objetivo é o mesmo: oferecer internet via satélite para todo o mundo.

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O Projeto Kuiper recebeu permissão do governo americano para instalar 3 mil satélites em órbita baixa. E, agora, a Starlink pede autorização para também usar órbitas mais baixas – então, o Projeto Kuiper passou a se incomodar com a possibilidade de os equipamentos da concorrente afetarem negativamente os seus.

Concorrência ameaçada?

Diante de tudo isso, Elon Musk e Jeff Bezos passaram a trocar acusações. Segundo Bezos, as mudanças pretendidas pelo Starlink podem aumentar a chance da ocorrência de colisões no Espaço, bem como causar mais interferência de rádio. Musk, por sua vez, garante que o Starlink progride mais rápido do que o Projeto Kuiper e que as mudanças nas órbitas não vão interferir nos sistemas dos concorrentes.

Jeff Bezos continua: ele acredita que a Starlink quer sufocar a concorrência. “Só que isso certamente não é do interesse do público”, diz. Musk responde que o sistema do Projeto Kuiper ainda é muito inicial. “O que não beneficia o público é atrasar o Starlink hoje em favor de um sistema de satélites da Amazon que está, na melhor das hipóteses, há vários anos de ser operacional”, tuitou.

Olhando de fora, a comunidade científica demonstra preocupação com a quantidade de objetos que vêm se acumulando no Espaço, especialmente ao redor da Terra. Segundo a Starlink, seus equipamentos se autodestroem na reentrada na atmosfera terrestre.

Via: UOL