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Arqueólogos da República Dominicana fizeram uma descoberta intrigante no Egito: uma múmia de dois mil anos, dotada de uma língua de ouro. O cadáver foi encontrado no sítio arqueológico Taposiris Magna, que abriga 16 tumbas.

Segundo os especialistas, a língua de ouro foi colocada no corpo após a morte. O entendimento é o de que o artefato permitiria ao espírito da pessoa falecida conversar com os deuses do além.

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No mesmo local, pesquisadores encontraram baús de moedas com o rosto da rainha Cleópatra, gerando especulações de que o sítio foi erguido em algum momento entre 51 e 30 antes de Cristo (a.C) – período correspondente à sua liderança.

múmia língua de ouro
Múmia de língua dourada encontrada no Egito tem idade estimada de mais de dois mil anos. Imagem: Ministério de Antiguidades do Egito/Divulgação

Outras descobertas feitas em Taposiris Magna incluem uma múmia que portava uma máscara cerimonial usada em rituais fúnebres, duas múmias que seguravam em suas mãos os restos de pergaminhos – uma delas possuía adereços dourados remetentes ao deus Osíris – e estátuas “tão bem preservadas que é possível identificar até mesmo o estilo do penteado e adereços como tiaras”, disseram os arqueólogos em comunicado.

Os especialistas não puderam determinar o ano de morte das múmias encontradas, embora estimem que elas tenham vivido em algum momento entre o reinado da dinastia Ptolemaica (303 a.C. até 30 a.C) e a liderança do império romando, que tomou conta do Egito após a morte de Cleópatra em 30 a.C.

As escavações no sítio seguem seu curso, mesmo após as descobertas. A expedição é liderada por Kathleen Martinez, arqueóloga da Universidade de Santo Domingo, de Porto Rico, em parceria com especialistas do próprio Egito.

Fonte: Live Science

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