Gigantes como Huawei, Xiaomi e SMIC se uniram a outras 87 empresas e entraram com um pedido coletivo para a criação do Comitê Nacional Técnico de Padronização de Circuitos Integrados, segundo o Ministério de Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT). O objetivo é alavancar a indústria de semicondutores na China.

Além de o país não contar com uma indústria sólida para a produção de chips — contando com empresas pequenas e “fracas” em tecnologia” —, em setembro do ano passado, os Estados Unidos restringiram a venda de tecnologias para diversas empresas chinesas, agravando os impasses de fabricação local no país asiático.

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Isso fez com que fabricantes como Huawei e ZTE perdessem os acessos aos seus respectivos chipsets e pode significar uma grande ameaça para as empresas chinesas, freando a distribuição de seus smartphones para mercados internacionais.

Fachada da empresa Huawei, da China
Sem acesso aos chipsets Kirin, Huawei é uma das empresas a apoiar a criação do comitê, junto com Xiaomi e outras companhias chinesas. Foto: HJBC/Shutterstock

O impasse está promovendo uma verdadeira “corrida” local das empresas como Xiaomi, Huawei e mais em busca de chips de outras fabricantes, mas oficialização do novo comitê poderá auxiliar a indústria de semicondutores na China, além de fortalecer os vínculos das empresas locais.

Desafios

No entanto, o desafio não será fácil. Se oficializado, o Comitê Nacional Técnico de Padronização de Circuitos Integrados terá de adotar diversas medidas, principalmente voltadas para aprimorar o padrão dos produtos de circuito integrado fabricados no país.

Isso envolve, por exemplo, melhorar os parâmetros utilizados em testes metódicos, mecânicos e ambientais, acompanhar o desenvolvimento de tecnologias emergentes e criar um sistema para assegurar o desempenho, suporte, confiabilidade e segurança da informação dos itens.

Essa pode ser uma alternativa interessante para a China driblar as restrições americanas. Inclusive, o desenvolvimento da indústria de semicondutores locais deve evitar possíveis impasses futuros com outros países, já que a região disporá de produção qualificada em seu próprio território.

Via: GizChina