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Se você acha que o sensor de 108 MP do Samsung Galaxy S21 Ultra é um exagero, prepare-se: a Samsung não pretende parar por aí. Segundo rumores, a empresa está trabalhando em um sensor de 200 MP que deve chegar ao mercado em breve.

De acordo com o site SamMobile o sensor, chamado ISOCELL S5KGND terá 1/1.37″ polegada e “pixels” de 1.28-mícron, que podem ser combinados usando uma técnica chamada “binning”, em um arranjo de 4 para 1 ou 16 para 1.

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Binning é uma técnica para contornar uma limitação física dos sensores de altíssima resolução: o espaço físico que um sensor pode ocupar dentro de um smartphone é limitado.

Portanto, quanto mais “pixels”, menores estes têm que ser. E quanto menores, menos luz eles conseguem captar, o que reduz o desempenho do sensor em situações com pouca luz ou iluminação indireta.

Com binning, o hardware do sensor pode tratar a informação de luz captada por um grupo de pixels como se fosse um único “super pixel”, sacrificando a resolução final, mas aumentando em muito a sensibilidade à luz. Um sensor de 48 MP com binning de 4 para 1 produz imagens de 12 MP, mas a sensibilidade à luz é quatro vezes maior do que na resolução nativa.

Conjunto de câmeras do Galaxy S21 Ultra. Sensor principal tem 108 MP. Imagem: Samsung / Reprodução

Esse é um dos segredos por trás do salto na qualidade das fotos noturnas visto entre os smartphones nos últimos anos. No caso do S5KGND, além dos 200 MP ele também poderia produzir imagens de 50 MP (4 para 1) ou 12 MP (16 para 1).

O novo sensor também seria capaz de gravar vídeo em resolução 16K, algo inédito entre os celulares atuais. Mas a implementação deste recurso em um aparelho depende não apenas do sensor, mas de fatores como a capacidade de armazenamento interno do smartphone, poder de processamento e velocidade de acesso à memória.

Segundo rumores na rede social chinesa Weibo, o primeiro aparelho com o novo sensor da Samsung não seria um Galaxy, mas sim o Axon 30 Pro, da fabricante chinesa ZTE. O componente só será adotado em um aparelho da Samsung no final de 2021, talvez com um Galaxy Fold 3 ou um novo Galaxy Note.

Pode parecer estranho que um componente que representa o melhor da tecnologia da Samsung apareça primeiro em um celular de uma concorrente, mas faz sentido: no início da produção é difícil conseguir fabricar um sensor em quantidade suficiente para um produto de escala global, como os da linha Galaxy S.

Mas um smartphone como o ZTE Axon 30 Pro não é criado para ser vendido em grande volume, mas sim para mostrar do que sua fabricante é capaz. É uma “vitrine” da tecnologia da empresa. Neste caso, um suprimento restrito de componentes não é um problema.

Fonte: SamMobile