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O Twitter suspendeu temporariamente contas de políticos e ativistas indianos de oposição após forte pressão do governo de Narendra Modi. Os opositores, ligados à agricultura, protestavam contra reformas nas leis agrícola que pretendem afrouxar a regulamentação do setor no país asiático.

A principio, o Ministério da Eletrônica e Tecnologia da Informação de Nova Dehli desejava que os perfis fossem bloqueados permanentemente. Entretanto, representantes do microblog e autoridades do governo decidiram reverter o bloqueio após uma reunião.

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Entre as contas suspensas, estavam veículos de imprensa, como o da revista “The Caravan”, membros dos partidos Aam Aadmi e Comunista da Índia, e da organização de agricultores Kisan Ekta Morcha.

Desde o anúncio da nova legislação, entidades de agricultores convocaram uma série de manifestações contra ela. Porém, algumas saíram do controle, como na última semana, em que uma pessoa morreu e centenas de policiais ficaram feridos durante um protesto.

Afetados reclamam de censura

Organizações e cidadãos que tiveram seus perfis bloqueados acusaram a rede social de censura e iniciaram a campanha “Tractor to Twitter”, para apoiar os manifestantes. “Estamos pasmos com o ataque à nossa liberdade de expressão em nosso país livre, quando mais precisamos”, escreveu um porta-voz da campanha.

Em resposta, o Twitter culpou a legislação indiana pelos bloqueios. “Se recebermos uma solicitação com escopo adequado de uma entidade autorizada, pode ser necessário reter o acesso a determinado conteúdo em um determinado país de tempos em tempos”, disse um representante ao Financial Times.

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O Twitter não forneceu dados oficiais sobre quantas contas foram suspensas ou qual foi a base legal do pedido de bloqueio. Mas, segundo o Asian News Internacional a alegação usada foi a de que os manifestantes estariam divulgando notícias falsas sobre a nova legislação.

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