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A polícia alemã apreendeu de um fraudador uma carteira com US$ 60 milhões (R$ 321,92 milhões, na conversão direta) em bitcoin (1.700 bitcoins), mas não consegue acessar o dinheiro pois não obteve a senha para quebrar a criptografia de proteção.

O homem foi originalmente sentenciado e preso há dois anos por fraude comprovada por atos de mineração, nome dado à ação de instalar, secretamente, programas em computadores alheios, usando o seu poder de processamento para “minerar” bitcoin, que serão consequentemente guardados em uma carteira virtual.

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Carteira de bitcoin com US$ 60 milhões está inacessível para a polícia alemã, já que as autoridades não conseguiram a senha para abri-la. Imagem: Wit Olszewski/Shutterstock

Simplificando os termos técnicos, os bitcoins (e outras criptomoedas) são armazenados em uma carteira virtual que conta com proteção avançada de acesso. Apenas uma senha funciona como chave (ou “cifra”) para passar a criptografia de segurança e, consequentemente, acessar os valores da carteira e trocá-los por dinheiro ou fazer compras online. Se o dono perder a senha, então o conteúdo de sua carteira estará perdido para sempre, já que não há como recuperar a informação.

Carteira ficou retida com autoridades

“Nós perguntamos a ele [sobre a senha]”, disse o promotor Sebastian Murer à agência de notícias Reuters nesta sexta-feira (5). “Talvez nem mesmo ele saiba”.

Na ocasião da prisão do fraudador, cujo nome foi mantido em sigilo pelas autoridades alemãs, a carteira de bitcoins não teria nem um terço do valor atingido hoje. Isso porque o valor do bitcoin passou por altas sucessivas desde o começo do ano, com um pico de US$ 42 mil (R$ 225,33 mil) ao final de janeiro. Atualmente, a volátil criptomoeda encontra-se em queda, marcando o valor de US$ 37.577 (R$ 201.596,85).

Mesmo já com a sentença cumprida e estando em liberdade, o fraudador não poderá, porém, acessar a carteira apreendida, já que o entendimento das autoridades é o de que o dinheiro foi obtido de forma ilegal e, portanto, é evidência de seus crimes.

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Fonte: Reuters