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A Agência de Energia da Dinamarca confirmou nesta sexta-feira (5) que o país vai construir uma ilha artificial dedicada à produção de energia limpa a 80 Km da costa, no Mar do Norte. Quando concluído, o local será capaz de fornecer 10 GW de eletricidade, o suficiente para suprir as necessidades de 10 milhões de residências no continente europeu.
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Com praticamente 120 mil m² de extensão, o equivalente a 18 campos de futebol, a ilha artificial poderá armazenar e transmitir a energia produzida pelos parques eólicos distribuídos ao longo da costa do país. De acordo com a agência de notícias Reuters, o projeto vai custar cerca de US$ 34 bilhões (algo como R$ 180 bilhões) e estará em operação até 2033.

Os responsáveis pela iniciativa acrescentam que a ilha pode, ainda, servir como base para produzir “combustível verde”. O processo usa o excedente de energia eólica para extrair hidrogênio da água do mar sem emitir dióxido de carbono.
O objetivo da Dinamarca, um dos maiores produtores de petróleo da União Europeia, é que a ilha ajude no processo gradativo de renovação da indústria energética do país.
Fim do uso de combustíveis fósseis

O governo dinamarquês informa que vai deixar de extrair combustíveis fósseis de forma definitiva até 2050. O país, inclusive, já não oferece novas licenças para a exploração dessa categoria de combustível.
A Dinamarca também está na frente de outras nações na produção de energia vinda dos ventos — graças a sua posição geográfica privilegiada. Além da localização favorável, os níveis de água ao redor da costa dinamarquesa são baixos, o que torna mais fácil e barato construir parques eólicos no oceano — conhecidos como offshore.
Em 2015, os fortes ventos garantiram a produção de 140% de sua demanda total de energia. Na época, o excedente foi vendido para nações vizinhas. Em 2019, a Dinamarca produziu 6.128 MW de energia eólica, o suficiente para atender quase metade de sua demanda.