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Com pouco mais de um mês de atividade, a Alphabet Workers Union já entrou com suas primeiras queixas junto à agência que regulamenta as relações trabalhistas nos Estados Unidos. O sindicato é aberto para todos os funcionários contratados pela Alphabet, controladora do Google.

De acordo com a Bloomberg, a queixa foi encaminhada ao National Labor Relations Board, e acusa um parceiro do Google, Adecco, de proibir funcionários de um data center na Carolina do Sul de discutirem seu pagamento. Em outro processo, uma funcionária foi suspensa depois de postar no Facebook que entrou para o sindicato.

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A Alphabet Workers Union foi criada para usar reclamações e protestos para pressionar o Google a adotar melhores condições de trabalho. O sindicato já conta com mais de 800 membros, principalmente dos escritórios dos EUA e Canadá.

A entidade com a queixa contra a Alphabet e as unidades da Adecco, alegando que a dona do Google é um “empregador conjunto” e poderia ser legalmente responsável pelo tratamento dos funcionários. O Google e o Adecco não comentaram o assunto.

Cartaz com protestos contra o Google
Movimento indica união dos trabalhadores do Google contra abusos e retaliações da gigante de tecnologia. Foto: UNI Global Union/Divulgação

No caso da funcionária suspensa, Shannon Wait disse em entrevista que fez um post no Facebook descrevendo o “tratamento degradante” que terceirizados recebiam, realizando tarefas fisicamente extenuantes para manter os servidores em funcionamento. “Somos a espinha dorsal do Google”, disse Shannon. No dia seguinte, a funcionária foi chamada para uma reunião virtual com a gerência e informada de que estava sendo suspensa e investigada como um “risco à segurança”.

Parul Koul, presidente do sindicato e engenheiro de software do Google, disse que a experiência de Shannon reflete um “padrão duplo massivo” entre o tratamento dos funcionários diretos da Alphabet e os contratados terceirizados. “Eles têm a responsabilidade de garantir que as pessoas que estão fazendo um trabalho crítico para a empresa sejam tratadas com justiça”, afirma Koul.

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Via: Bloomberg