A SpaceX está expandindo o escopo do teste beta de seu serviço de internet via satélite, o Starlink, e está aceitando reservas de “consumidores em potencial”. Interessados devem cadastrar seu endereço no site da empresa e pagar uma taxa de US$ 99 (R$ 530, o equivalente a um mês de serviço), que é reembolsável em caso de desistência.

Vale lembrar que no Brasil há um imposto (IOF) que incide sobre compras em dólar, e que em caso de desistência esse valor não será reembolsado pela Starlink já que não é cobrado pela empresa, mas sim pela operadora do cartão no momento da compra.

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Inicialmente o serviço será oferecido nos EUA, Reino Unido e Canadá, e dependendo da região a previsão para disponibilidade é informada como “de meados ao final de 2021” ou “2022”.

Quando testamos com um endereço em Curitiba, no Brasil, vimos uma mensagem dizendo que a Starlink espera oferecer cobertura na região “no final de 2021”.

Resumo de um pedido no site de Starlink. Imagem: Olhar Digital

Isso não quer dizer que a Starlink vai oferecer o serviço por aqui nesta data. Afinal, seria necessária aprovação da Anatel, estabelecimento de uma filial nacional, logística de importação de equipamentos, etc.

Entretanto, segundo a MSN a empresa está registrada para conduzir negócios no Brasil, além da Áustria, Argentina, França, Chile, Colômbia, Irlanda, Itália, México, Holanda, Nova Zelândia, Filipinas, África do Sul e Espanha

Um aviso no site informa que uma reserva “não é garantia de serviço”, e que pedidos podem demorar “seis meses ou mais para serem atendidos”.

A SpaceX começou o beta da Starlink em outubro passado. Batizado de “Melhor do que nada”, o programa oferece acesso antecipado à rede por US$ 99 (R$ 530) mensais, mais US$ 499 (cerca de R$ 2.600) pela compra do equipamento de acesso (antena, tripé e roteador).

A empresa deixa bem claro o que os usuários podem esperar: velocidade de acesso entre 50 e 150 Mb/s e latência entre 20 e 40 ms, além de “breves períodos sem nenhuma conexão”.

Lançamento de satélites da Starlink. Imagem: SpaceX/Divulgação

Segundo a empresa, a largura de banda irá aumentar, e a latência diminuir, à medida que mais satélites forem lançados e mais estações em terra forem instaladas para receber seus sinais. A empresa também afirma que continuará a atualizar seu software de rede, e espera reduzir a latência para algo entre 16 e 19 ms em 2021.

A SpaceX já colocou em órbita mais de 1.100 satélites da Starlink, e espera chegar a um total de 4.425 em 2024. Em um comunicado à FCC (Federal Communications Comission, órgão do governo dos EUA que controla a indústria de telecomunicações no país) na semana passada a empresa afirmou que há “mais de 10.000 usuários” da Starlink nos EUA e em outras partes do mundo.

Fonte: CNBC

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