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Além de desenvolver vacinas, os cientistas têm buscado criar medicamentos para tratar a Covid-19. Uma dessas tentativas levou à elaboração de uma terapia que usa anticorpos monoclonais para evitar que pacientes leves ou moderados cheguem ao estado grave da doença. Na terça-feira (9), a agência reguladora de medicamentos americana, a FDA, autorizou o uso emergencial do tratamento.

Por enquanto, a terapia foi liberada para pacientes com mais de 12 anos e com peso acima de 40 Kg. Eles devem estar com Covid-19 e ter risco elevado de se tornar um caso grave da doença. O uso dos anticorpos não está autorizado para pacientes internados ou que usem oxigênio contra os sintomas da Covid-19.

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O coquetel foi desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly e combina os anticorpos bamlanivimab e etesevimab. Um estudo recente com 1.035 pacientes mostra que o medicamento reduziu hospitalizações e mortes pela doença em 70% em pacientes de alto risco. A pesquisa ainda não foi revisada por outros cientistas. O laboratório diz que pretende fabricar até 1 milhão de doses do coquetel até o meio do ano.

Patrizia Cavazzoni, diretora em exercício do Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos da FDA, diz que a autorização se baseia em novas evidências sobre o uso de anticorpos. “Os dados demonstram a utilidade clínica de anticorpos neutralizantes no tratamento de determinados pacientes com Covid-19.”

Anticorpos criados em laboratório

Os anticorpos monoclonais são criados em laboratório. Quando o paciente os recebe, seu organismo ganha a capacidade de se defender contra microrganismos. Para o novo coronavírus, a FDA autorizou moléculas que agem na proteína spike, que é a que permite que ele entre nas células humanas.

Daniel Skovronsky, diretor científico da Eli Lilly, diz que o tratamento com o medicamento reduz a carga viral dos pacientes e o tempo de recuperação da doença. “Bamlanivimab e etesevimab podem, juntos, reduzir significativamente as hospitalizações e as mortes em pacientes com Covid-19 de alto risco.”

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Um tratamento semelhante foi aprovado em caráter emergencial em novembro de 2020. A terapia havia sido aplicada no então presidente americano, Donald Trump, quando ele teve Covid-19.

Via: G1